DicasDicas

ATITUDES NO AMBIENTE PROFISSIONAL

Uma sentença originada dos filósofos gregos recomenda: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és". Transpondo isto para o ambiente profissional, pode ser que os relacionamentos dentro das empresas realmente reflitam traços da personalidade de uma pessoa, mas certamente refletirão mais o momento que ela vive e que, este sim, determina atitudes que ela tomará.

Uma pessoa pode estar evitando confrontos, ou pode ter uma estratégia de crescimento na empresa, que implica estabelecer contatos em todos os níveis para criar apoio ou, simplesmente, estar numa fase em que perder o emprego poderia ser a maior catástrofe de sua vida. Circunstâncias como esta fazem com que uma pessoa aceite ou rejeite atitudes dos chefes, dos colegas ou suas próprias, dentro da empresa em que trabalha. E a rejeição pode estar manifesta ou implícita.

Na nossa última enquete, a equipe do jornal virtual Carreira & Sucesso buscou verificar o que incomoda mais uma pessoa nos seus relacionamentos profissionais. Conseguimos a participação de 2.108 leitores. Vamos acompanhar os resultados:

EU PREFIRO TRABALHAR COM CHEFE DO SEXO:
- Masculino – 1.525
- Feminino – 583

Uma das pesquisas realizadas pelo Grupo Catho pode ajudar a explicar a razão pela qual foi tão acentuada a preferência dos participantes da enquete pelos chefes do sexo masculino. Nessa pesquisa, que traça o perfil dos líderes empresariais, realizada com 625 executivos, ficou evidenciado que 37,5% das mulheres centraliza muito as decisões ou mescla decisões centralizadas com decisões descentralizadas, conforme a situação. Segundo essa pesquisa, o percentual de homens que age da mesma forma é de 24,9%. Ao mesmo tempo, homens praticam 62,2% de decisões parcialmente descentralizadas, enquanto o percentual para mulheres é de 47,5%.

Uma outra pesquisa, realizada com 1.356 executivos, dá conta de que 53% das mulheres em posição de comando mostram-se estressadas, enquanto o percentual para homens em posição de comando que se confessam estressados é de 43%.

Esses dados são importantes para permitir a conclusão que se obtém de outros dados da mesma pesquisa e que identificam os fatores que motivam ou desmotivam o profissional: para 75,7% dos homens, o clima organizacional de um empresa melhora quando o processo decisório é participativo; 68,1% das mulheres têm a mesma opinião.

Parece lícito concluir que os chefes homens permitem mais participação no processo decisório e administram com menos centralização, o que parece ser suficiente para justificar a preferência.

EU PREFIRO O CHEFE QUE:
- Lidera - 1.628
- Tolera - 80
- Manda - 42
- Comanda - 101
- Exige - 12
- Transige - 2
- Faz a parte dele - 49
- Faz junto comigo - 193

Você já se viu em uma situação em que, mesmo competente, popular e bem preparado como é, acabou sendo preterido, para uma função de gerência ou de chefia, por uma pessoa com menos qualificação que você? Certamente ficou algum tempo se perguntando o que teria acontecido.

A questão fundamental é que existem dentro de cada empresa regras explícitas e outras nem tanto. O executivo que obedecer essas regras consegue projetar, no empregador, uma visão muito positiva a seu respeito, acaba sendo visto como um potencial gerente e costuma ter uma jornada muito mais suave em direção ao sucesso. Possivelmente a pessoa que foi promovida fez um trabalho melhor com relação a essas regras do que você.

Veja que, segundo os resultados da enquete, o que se espera de um chefe é que ele lidere. Isto tanto da parte dos funcionários como dos empregadores. A nossa pesquisa foi respondida por pessoas em ambas as situações funcionais e, como se pode ver, raros são os que querem um chefe bonzinho. Bondade não costuma ser atributo profissional de importância (basta ver como foram pouco votados os chefes que toleram e que transigem).

Tampouco foi dado destaque ao chefe que não interage com os funcionários – o que só faz a parte dele e pronto. As pessoas querem um gerente que esteja à frente, decida, estimule, planeje, controle, cobre, fiscalize e que seja aberto, ou seja, que se comunique eficazmente. Este é o líder. Este pode ser você.

EU PREFIRO TRABALHAR:
- Sozinho – 1.286
- Em equipe – 822

A resposta é surpreendente, mas tem uma explicação plausível. É comum que as pessoas pensem que o seu departamento é o mais importante da empresa. Isso porque a maioria, geralmente, se identifica mais com o seu grupo imediato do que com a organização como um todo. Essa perspectiva os faz defender e perpetuar, até agressivamente, normas e regras do grupo com um fervor jamais demonstrado pela empresa. O fenômeno é universal e muito mais freqüente entre pessoas inseguras. Por essa razão, para evitar serem vistos com negativismo pelas pessoas do grupo, muita gente fala, em público, que adora e prefere trabalhar em equipe. No entanto, numa enquete como esta, protegidas pelo anonimato, acabam revelando a sua discordância dessa atitude xiíta do grupo e se vingam afirmando que preferem trabalhar sozinhas.

O MELHOR COLEGA DE TRABALHO É O:
- Generoso - 1.124
- Que não se intromete - 208
- Prestativo - 758
- Distante - 18

O PIOR COLEGA DE TRABALHO É O:

- Fofoqueiro - 1.352
- Invejoso - 299
- Puxa-saco - 254
- Preguiçoso - 203

No percentual obtido das respostas para as duas proposições acima, fica evidenciado um certo individualismo. As pessoas prezam, no ambiente de trabalho, aquele colega que pode dar alguma coisa ou fazer alguma coisa pelo outro. De maneira geral, parece que as pessoas querem receber mais do que oferecer.

PARA SOBREVIVER NO TRABALHO É PRECISO:
- Juntar-se a uma panelinha - 1.276
- Afastar-se das panelinhas - 832

Este é um número triste de uma aparente realidade. A maioria das pessoas que responderam a nossa enquete (65,12%) considera que juntar-se a uma "panelinha" é contingência necessária para sobreviver no ambiente de trabalho. Sem dúvida é um desvio e os respondentes têm possivelmente razões de fundo pessoal para apoiar a sua opinião.

Podemos tentar explicar esse desvio pelo número crescente de fusões e associações das empresas. Nessas situações novas, a equipe de comando que chega precisa implantar nova filosofia de comando e mudar pessoas em posições de destaque – não por perseguição a quem está desempenhando as funções de chefia, mas em razão de iniciar trabalho com pessoas que já conhecem o trabalho e os conceitos profissionais da nova empresa. Evidentemente as pessoas preteridas dentro da nova equipe consideram-se excluídas do que lhes pareceu ser a "panelinha" do novo empregador.

ACHO QUE O BOM FUNCIONÁRIO:

- É capaz de engolir sapos - 1.506
- Não leva desaforo para casa - 602

Parece que a preocupação generalizada com o desemprego trouxe de volta a figura da maioria silenciosa. São as pessoas que discordam, mas que não reagem, por medo de perder o emprego. A médio prazo esta é uma situação perigosa para a paz social em todos os ambientes de trabalho, porque é um grupo majoritário que censura mas não se manifesta e que na primeira oportunidade mudará de emprego, exercerá retaliação contra o que considerou injustiça ou no mínimo não vestirá a camisa da empresa – três atitudes ruins para qualquer empregador.

Os empresários precisam prestar atenção em quem não se queixa. São esses os principais responsáveis por uma possível reviravolta dos negócios da empresa. Para pior ou para melhor. Isso só vai depender da habilidade de quem lidera essa equipe.

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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COMO USAR CORRETAMENTE O CARTÃO DE VISITA

O cartão de visita é, sem dúvida alguma, um elemento importantíssimo, que rege o código dos relacionamentos pessoais, sociais e profissionais. No Brasil, ele ainda é bastante negligenciado por muitas pessoas, mas o seu uso correto destaca o profissional, principalmente no intercâmbio com outros paises.

Os cartões devem ser usados tanto no convívio social quanto profissional. Em ambas as circunstâncias, ele tem as seguintes finalidades:

apresentar pessoas e empresas;

acompanhar o envio de flores e presentes ou agradecê-los;

aceitar ou recusar convites escritos;

enviar condolências, felicitações e cumprimentos;

agradecer apoios recebidos;

substituir visitas;

acompanhar importâncias em dinheiro;

lembrar um convite feito oralmente;

comunicar mudança de endereço.

São tão necessários e indispensáveis no trato profissional quanto uma boa vestimenta. Um profissional sem cartão de visita passa uma péssima imagem de si mesmo e da empresa em que trabalha. A famosa desculpa de que os cartões acabaram revela falta de organização e logística pessoal - o estoque de cartões de visita deve ser constantemente monitorado para que seja reposto antes que termine.

O cartão deve ser sempre entregue na mão da pessoa, segurado pela parte superior, entre o polegar e o indicador dobrado, com o nome posicionado de maneira que possibilite sua leitura imediata. Japoneses e chineses valorizam tanto essa forma de contato que recebem os cartões com as duas mãos.

Ao receber um cartão, leia o que nele está escrito e se atenha ao nome da pessoa. Não há gafe maior do que receber um cartão, guardá-lo no bolso sem ler e depois perguntar o nome da pessoa.

Após as apresentações, cabe ao executivo mais graduado oferecer o seu cartão e pedir o do outro para um futuro contato - é uma demonstração de gentileza e traquejo.

Os cartões devem ser entregues sempre antes das reuniões e ficarem a sua frente para lembrar os nomes e níveis hierárquicos.

Outra gafe é esquecer de guardar o cartão recebido antes de ir embora. Num almoço de negócios, quando não houver oportunidade de trocá-lo antes de estar à mesa, entregue-o no final da conversa, depois que todos terminarem de comer.

O cartão profissional deve conter o logotipo da empresa, o nome do executivo, seu cargo e telefone, fax, e-mail, CEP e site da empresa. No trato profissional, a qualificação da pessoa mencionada no cartão possibilita o início de uma conversa amistosa.

O telefone celular não deve ser impresso em cartões de visita por ser uma informação de uso mais restrito, mas pode ser anotado, se for o caso.

O executivo deve ter também um cartão duplo, só com seu nome, sem cargo, para acompanhar presentes. Neste caso é praxe riscar o sobrenome com caneta para quebrar a formalidade.

Ao falar com um jornalista, dê a ele o seu cartão logo no começo da conversa para que o nome seja mencionado corretamente na matéria a ser publicada.

No trato social, o cartão da mulher só traz seu nome. É regra que nessas ocasiões a mulher não troca cartões com homens. Se conhecer um casal, ela dará o seu cartão para a outra mulher. No trato profissional, esta regra não se aplica.

O cartão social masculino, além do nome, traz também endereço e telefone.

Existe também o cartão do casal, que é duplo ou simples, de tamanho maior.

O cartão de visita, profissional ou social, deve ser branco ou marfim, em papel opaline, vergê ou linho e com letras grisé ou manuscritas e pretas.

A impressão contempla várias faixas de poder aquisitivo. O relevo francês ou de chapa é o de maior custo. É feito em gráficas, especialmente para o cliente. O relevo americano é menos dispendioso, porém, fino. Só não se recomenda o chamado relevo brilhante, pois é de gosto discutível.

Se a opção recair nos cartões feitos por computador, a instrução é que sejam cortados para eliminar o micro-serrilhado, típico dos papéis vendidos no mercado para esta finalidade.

Não é adequado colocar símbolos das profissões no cartão, tais como balanças para advogados.

Os cartões profissionais não devem conter o slogan da empresa.

Dobrar a ponta também caiu em desuso.

Para não correr o risco de tirar do bolso um cartão amassado, use um porta-cartões (pode ser de couro, metal ou prata de lei).

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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COMPORTAMENTO QUE VALORIZA O CANDIDATO

Lauro Aires

Consultores recomendam seriedade, objetividade, equilíbrio emocional e desaconselham apresentação de imagem superestimada

O candidato a emprego que entra em uma sala de entrevistas é como um vendedor: não pode fazer propaganda enganosa nem subvalorizar o seu 'produto'. Segundo o presidente do Grupo Catho, Thomas Case, o entrevistado deve ter a consciência de que está vendendo o seu bem mais valioso: sua mão-de-obra. Case afirma que a meta do candidato é conquistar a confiança do entrevistador: 'Ele deve ser sério, objetivo, direto e, principalmente, não fugir de qualquer assunto abordado'.

O gerente de Seleção e Treinamento do Grupo Machline, Maurício Ignácio, tem uma boa visão do processo de entrevistas, pois, além de coordenar os entrevistadores da empresa, já esteve do outro lado da mesa, como pretendente a uma vaga. Segundo ele, os candidatos devem procurar sempre criar uma situação de empatia com o entrevistador, embora ele ressalte que este último também deve contribuir para o bom clima da conversa.

Ignácio diz que muitos entrevistados pecam por querer demonstrar que dominam muito as técnicas do ramo em que vão trabalhar. Ele avisa que os conhecimentos técnicos são medidos em outras etapas da seleção (provas, testes, currículos, etc). Na entrevista, o que está sendo avaliado é a personalidade do candidato, sua capacidade de trabalhar em equipe, comunicação e tolerância. Mesmo que o candidato tenha essas características, ele deve, principalmente, controlar a ansiedade, natural nessas situações. 'Às vezes, o nervosismo põe tudo a perder', diz Ignácio.

Se na hora da entrevista, for pedido ao candidato que faça algum teste aparentemente sem sentido, ele deve cumpri-lo com paciência. A sua irritabilidade está sendo testada. 'Os empregadores procuram pessoas que façam com boa vontade mesmo os serviços mais chatos', diz o gerente de Promoção e Marketing da Regarder Ótica, Marco Antônio Gonçalves. 'As relações de trabalho, nos dias de hoje, exigem pessoas com equilíbrio emocional e que não tenham problemas de relacionamento com seus colegas', afirma.

A secretária Márcia Perussi, que já participou de várias entrevistas como candidata, diz ser uma pessoa extrovertida, 'mas sempre procurei perceber a característica do entrevistador para saber que postura adotar'. Ela afirma, no entanto, que não se deve 'disfarçar' na hora de concorrer a um emprego. Nada de muitas jóias ou excesso de maquiagem. 'O importante é ser você mesma e ter sensibilidade para ouvir e falar na hora certa.'

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Fonte: Estadão
 
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COMPORTAR-SE EM UMA ENTREVISTA É UMA ARTE

Adriana Gomes

De maneira geral, as pessoas estão buscando soluções mágicas para seus problemas ou dificuldades. Todos os momentos são mágicos e únicos. Nunca poderão ser repetidos. Não dá para voltar atrás no tempo e tentar fazer melhor. E isso se aplica a tudo, não só à entrevista de trabalho. O que é possível é aprender com os seus erros, com os erros dos outros, tentar aplicar da melhor maneira possível o que dezenas, centenas, milhares de manuais para entrevista indicam, tentar traduzir a visão do autor para a sua realidade, para o seu momento de vida, para o seu objetivo e tentar fazer cada vez melhor o próximo momento mágico.

É difícil usar as palavras para traduzir a entrevista, pois a entrevista é uma arte, e não há duas iguais. Os entrevistadores são diferentes (simpáticos ou antipáticos, acessíveis ou provocadores) e os candidatos idem, as necessidades das empresas também.

A entrevista de trabalho é a parte mais importante de todo um processo de seleção. Ë a partir da primeira entrevista que o candidato à vaga terá, ou não, a chance de continuar sendo avaliado ou de escolher se lhe interessa ou não continuar participando do processo.

O que geralmente acontece é que as pessoas não se preparam tanto quanto deveriam para a entrevista, ou não avaliam a real dimensão da importância desse contato. Ou mesmo, ao contrário, valorizam tanto a entrevista, concentram de tal maneira todas as suas esperanças nesse contato, que a ansiedade fica quase insuportável e prejudica o resultado.

COMUNICAÇÃO, A MELHOR FERRAMENTA


Outro equívoco que pode acontecer nesse caso é considerar que, numa entrevista, tudo parece óbvio (um pergunta e o outro responde), e costumamos não dar crédito para o que parece óbvio. E na verdade não é nada óbvio, porque a principal ferramenta do candidato a uma vaga, em uma entrevista, é a sua comunicação, tanto a verbal quanto a não verbal. Portanto, use toda a sua habilidade de comunicação, para falar com objetividade, apresentar-se com segurança, olhar para o entrevistador com firmeza mas sem hostilidade, demonstrar um interesse real pela situação, envolver-se com aquele momento, fazer perguntas para identificar de que forma você vai poder contribuir para ajudar aquela empresa a solucionar seus problemas, com os seus conhecimentos e experiência.

A EMPRESA E A VAGA

Tudo está parecendo um pouco vago? Mas também não é para desanimar, porque existem saídas para você enfrentar a expectativa que se cria em torno de uma vaga. Vamos pensar, o que, de maneira geral é esperado de uma Gerência Comercial ou de uma Gerência Financeira, por exemplo? Se você não sabe, pesquise, procure conversar com profissionais da área, leia a respeito. Essas informações poderão ajudá-lo muito a compor um cenário do que provavelmente essa vaga exige.

Existem, é claro, além dos fatores técnicos, os fatores subjetivos. A empresa pode estar precisando de um gerente que tenha, além do conhecimento da área, o domínio da habilidade de relacionamento, para melhorar a imagem da gerência junto ao público interno e externo. Ou pode ainda estar necessitando de um gerente com facilidade de comunicação para poder dar treinamento para o pessoal. Ou alguém que possa representar o empregador. Você terá que descobrir , na própria entrevista, esses detalhes para poder perceber como seu perfil se encaixa na necessidade da empresa.

A EMPRESA E VOCÊ

Você pesquisou, você entendeu a vaga e sabe agora o que a empresa espera da função. Então verifique como você se encaixa na função. Tente analisar sua carreira objetivamente, suas qualificações, os resultados que ajudam nos trabalhos em equipe e tente cruzar esses dados com aquela expectativa genérica para determinado cargo e aquela determinada função.

Felizmente não existe "receita de bolo" para a entrevista. Mas com esses cuidados que recomendamos aqui, você estará pelo menos mais preparado para fazer uma boa apresentação de si mesmo para a empresa que está avaliando você como potencial colaborador.

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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EM TUDO, BUSQUE O EQUILÍBRIO!

* Maria Aparecida Araújo

Aqueles que desejam construir uma vida e uma carreira bem-sucedida devem buscar em tudo o cultivo do equilíbrio.

Quando falamos da etiqueta e do marketing pessoal como alavancas para o sucesso, estamos, sem sombra de dúvida, advogando pela necessidade de cultivarmos atitudes equilibradas em todos os momentos em que nos relacionamos com as outras pessoas.

Equilíbrio pressupõe autocontrole, bom senso e bom gosto. Escolhas corretas de comportamento e bastante calma e serenidade antes de agir, reagir, calar e falar.

Procurando ser equilibrado, você deve ir eliminando aos poucos os seus excessos, sem se esquecer das coisas que lhe fazem falta.

Se você é muito tímido, fechado e lacônico, abra-se mais para os contatos. Sorria mais, relaxe as rugas da testa, descontraia sua fisionomia, desenvolva um gestual mais descontraído, menos preocupado com o julgamento alheio.

Mas se você é daqueles excessivamente exuberantes, que falam muito alto, gesticulam de modo abusivo, procure desenvolver o hábito da contenção. Ela suavizará a sua figura, tornando-a mais agradável na convivência com os seus pares.

Procure modular sua voz, trazendo-a para um tom que não fira os ouvidos alheios. Seus gestos, mais comedidos, certamente irão inspirar mais confiança em sua competência.

A exuberância em excesso também prejudica a sua imagem pessoal. Nesse aspecto as mulheres erram mais que os homens. Muito enfeite, muita cor, muito estampado, muita bijuteria, muito perfume e muita maquiagem sobrecarregam o seu visual, tornando-o cansativo e deselegante.

Sempre que você terminar de se aprontar para sair, olhe-se no espelho e avalie se sua aparência está realmente equilibrada, sem nada faltando e sem nada sobrando. Não hesite em tirar o que lhe parecer supérfluo.

Outro excesso danoso à carreira é o que faz o indivíduo falar além da justa medida. São aqueles que não abrem espaço para que as outras pessoas falem. Interrompem a todo momento, contradizem as opiniões dos colegas, fazem fofocas nos corredores da empresa. Comentam sobre a roupa e sobre as atitudes dos outros, sem olhar para suas próprias deficiências.

Nas reuniões, nunca aceitam o consenso e falam sem parar, ainda que por meio de cochichos. Esses precisam urgentemente colar o equilíbrio na ponta de sua língua. Certamente ficarão livres de muitos aborrecimentos.

A curiosidade é outra coisa que precisa ser pilotada com muito critério. Quando bem conduzida leva ao aprendizado e ao desenvolvimento; é a curiosidade sadia. O bom curioso é aquele que sempre vai a busca de mais subsídios para resolver as questões que lhe são apresentadas. Nunca diz que não pode fazer determinada tarefa porque não sabe. É inquieto para buscar novas competências.

Já o curioso inconveniente é aquele que sempre está buscando uma maneira de se imiscuir na intimidade dos outros. Faz perguntas indiscretas, invade a privacidade daqueles que trabalham com ele e não conhece limites para seu comportamento desagradável. Uma boa dose de equilíbrio certamente resolveria grande parte de seus problemas.

Sempre frisamos que a gentileza deve estar presente em todos os nossos contatos pela vida afora; no entanto, o seu excesso é quase tão incômodo quanto a sua falta.

As pessoas que exageram na dose de cortesia só conseguem ficar muito chatas e deixam entrever pelas suas atitudes, quase forçadas, mais bajulação que boa educação.

Portanto, seja naturalmente elegante e cortês com as outras pessoas, sem carregar nas tintas.

Aprenda também a se controlar quando estiver com raiva. Excessos nessa hora podem causar danos irremediáveis que o farão arrepender-se amargamente, às vezes tarde demais. Em nosso cotidiano não faltam ocasiões e pessoas que nos deixam com muita raiva.

Mas quando o assunto é relacionamento humano, a abordagem preventiva, evitando os problemas antes que eles ocorram, será sempre melhor que a abordagem reativa: tentar consertá-los, depois de acontecidos. Ofensas são como pregos que você bate na madeira. Mesmo depois de retirados deixam lá os seus buracos.

Pessoas têm sentimentos e geralmente guardam ressentimentos. Assim, agindo com equilíbrio, respirando fundo antes de um ímpeto agressivo, você não correrá o risco de ferir suscetibilidades e fechar as portas atrás de si.

Evite a todo custo o excesso de posições dogmáticas. Não seja um defensor ferrenho de princípios religiosos ou filosóficos. Não tente impor seus juízos, crenças, escolhas e opiniões aos outros. Do contrário, você se tornará uma companhia aborrecida, e ninguém o irá querer por perto.

Seja equilibrado ao tentar dar conselhos. Geralmente eles não são muito bem-vindos. Se julgar que eles sejam necessários, faça isto com a devida sutileza. O mesmo equilíbrio deve ser mantido quando a conversa derivar para política ou futebol.

Do mesmo modo que você deve ser equilibrado quando estiver zangado, seja-o também nas manifestações de alegria. Em ocasiões festivas, eventos esportivos ou espetáculos de auditório, seu comedimento revelará sua educação mais esmerada.

Gritos, assobios e ofensas aos juízes, suas respectivas mães e à torcida adversária projetarão uma imagem extremamente deselegante. Seja alegre, vibrante e entusiasmado, mas sem cair no extremo oposto da impertinência.

Em qualquer circunstância do convívio, evite ser aquele que come, bebe, insiste, critica e permanece além da conta. Se você for "um bom garfo", coma primeiro em casa, evitando os lamentáveis avanços nas mesas de seus amigos, conhecidos, clientes e parceiros.

Igualmente horrível é ter que ser levado embora das festas por alguém solidário com o seu porre, pra lá de desagradável. Tristes figuras são aqueles que se aproximam das pessoas para conversar, com a fala arrastada pelo excesso de bebida.

Não seja insistente com as pessoas, obrigando-as a aceitar mais um canapé, a permanecer além do tempo que estipularam ou a falar quando só querem participar da conversa como ouvintes. Igualmente maçante é aquela visita ou aquele convidado que não se manca e não se despede para ir embora, mesmo vendo que a festa já está no fim. Exercite sua noção de "timming".

Constrangimentos também causam aqueles que estão sempre criticando os outros, sem o devido controle. Ninguém gosta de ser criticado e só devemos fazer isso de forma reservada e usando de muito tato, para não humilhar ou ferir a auto-estima do nosso interlocutor.

Excessos nesse quesito denunciam claramente a baixa auto-estima do crítico compulsivo. Deve ser uma pessoa que não se gosta e assim se sente bem, rebaixando os outros.

Enumeramos aqui os excessos mais comuns cometidos pelas pessoas, no convívio social e profissional. Porém, eles não são os únicos. Estamos todos nesta escola da vida para aprender e evoluir. Cada um de nós saberá identificar seus pontos passíveis de melhoria e tratará de lutar para realizar esta tarefa.

Não seja também excessivamente rigoroso consigo mesmo. Todas as mudanças no ser humano acontecem do pouco para o muito. Valorize suas pequenas conquistas diárias. Cada milímetro de avanço em seu aprimoramento pessoal já será um grande passo.

Vire sua bússola e direcione-a para o caminho do equilíbrio. Esta é a estrada que o levará ao sucesso!

* Maria Aparecida A. Araújo é consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo; palestrante e facilitadora de cursos especiais; consultora do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa. Diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de experiência em atendimento de excelência ao cliente.

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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HOJE EU ESTOU OCUPADO. POR QUE EU DEVERIA GASTAR O MEU TEMPO COM VOCÊ?

* Ricardo Jordão Magalhães

Eu conheço pessoas com MBA e empresas com ISO 9000 que encontram uma tremenda dificuldade em serem ouvidos pelos outros.

Por que isso acontece?

É claro que pessoas com MBA e empresas com ISO 9000 trazem dentro de si um tremendo conteúdo e um tremendo conhecimento que por si só já despertariam uma tremenda curiosidade por parte de outras pessoas em recebê-las, entretanto, a realidade não é bem assim. Não basta ser o “Melhor do Mundo” para ser ouvido pelos outros.

O mundo dos negócios é especialista em criar modismos letrados. “Agregar Valor” é um deles, e provavelmente o mais usado em toda a década de noventa.

Mas o que é “agregar valor”? Ter uma equipe de dez pessoas recém-formadas com MBA importado? Ter uma fábrica-bala com máquinas-bala ultramodernas e letradas em ISO 9000?

Não, ter tudo isso não basta. “Agregar Valor” é ajudar as pessoas a atingirem as suas metas.

“Agregar Valor” é falar sobre como você e o seu trabalho ajudaram outras pessoas a cumprir seus objetivos.

“Agregar Valor” é contar histórias de pessoas bem-sucedidas porque conheceram você, e não histórias de como você foi bem-sucedido.

“Agregar Valor” é falar menos sobre você e mais sobre os outros.

Falar menos. Ouvir mais.

Para atingir isso, você precisa vigiar o seu próprio comportamento.

Nunca fale mais do que trinta segundos! Você já reparou que nem mesmo você tem paciência para assistir a um simples comercial de propaganda de trinta segundos na televisão?

Por que eu teria paciência para ouvir você vender suas idéias por mais de trinta segundos?

Vigie-se! Se você notar que a sua fala é maior do que trinta segundos, pare de falar!

Fale trinta segundos, pare de falar, faça uma pergunta, escute; fale mais trinta segundos, pare de falar, faça uma pergunta, escute; fale trinta segundos, pare de falar, faça uma pergunta, escute.

Faça isso pelas próximas trinta vezes em que você for falar com outro Ser Humano, e note a diferença que essa mudança de comportamento vai fazer com você.

Eu estou ocupado. Eu não tenho tempo para gastar com pessoas que gostam de falar de si mesmas. Entretanto, eu tenho tempo de sobra para falar com pessoas que estão dispostas a falar pouco e ajudar muito.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

* Ricardo Jordão Magalhães é fundador e presidente da BIZREVOLUTION, onde ele ajuda as pessoas e as empresas a descobrir o que elas têm de melhor, quebrar paradigmas e inventar o futuro através de consultoria, treinamento e publicações.

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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HONESTIDADE: SEJA E PAREÇA HONESTO!

* Maria Aparecida Araújo

O marketing pessoal cuida de fornecer os meios adequados para você melhor comunicar e vender sua “marca” ao seu círculo pessoal, social e profissional. Mas assim como nunca se transformará em sucesso de público e crítica um produto com ótima embalagem e péssimo conteúdo, você só construirá relacionamentos bem-sucedidos cuidando de aprimorar suas qualidades pessoais, tornando-se a cada dia um pouco melhor do que já é.

Sempre mencionamos que o profissional que busca o constante aprimoramento não deve deixar de desenvolver os quatro “H’s” que o levarão ao sucesso. São eles: habilidade, humildade, humor (bom) e honestidade. E é sobre esta última que vamos hoje aprender um pouco.

Lendo ou ouvindo os noticiários da imprensa, com freqüência nos deparamos com escândalos e flagrantes de corrupção. Ora no mundo dos políticos, ora nos meios empresariais. Vem então a dúvida: vale mesmo a pena ser honesto?

Esta pergunta instiga os brasileiros de todas as camadas sociais desde muito tempo. Ficou famoso o discurso proferido no Senado por Rui Barbosa em 1914, quando desiludido com o procedimento de republicanos, que antes apoiara, para derrubar a monarquia, desabafou: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Apesar de constatarmos que ainda há muito que fazer para passarmos o nosso País a limpo, não devemos achar que a honestidade é algo em extinção. Muito pelo contrário.
Não são só os maus exemplos que ganham espaço na mídia. Também os brasileiros honestos se destacam por seus feitos.

Recentemente vimos um faxineiro de aeroporto ser cumprimentado pelo presidente da república, após devolver intacta a carteira perdida de um cidadão, contendo muitos milhares de dólares. Ficou conhecido o gari da Comlurb, no Rio de Janeiro, que sempre devolve o que encontra, desde um telefone celular, até uma pasta com quinhentos mil reais.

Essa notoriedade não acontece por acaso. É uma tendência mundial o resgate de valores morais e éticos e dentre eles destaca-se a honestidade. Ela dá ao seu possuidor credibilidade, admiração e o faz conquistar o respeito de todos que com ele convivem.

Ganhou grande destaque a atitude do tenista norte-americano, Andy Roddick, quando disputava um valioso prêmio no Torneio de Roma, no início deste mês de maio. Seu adversário estava perdendo o segundo set por cinco a três, quando o árbitro marcou bola fora no saque. Sendo cabeça de chave número um do torneio, Roddick venceria o jogo por dois sets a zero, mas mesmo assim, ele corrigiu a marcação do juiz, informando que a bola caíra dentro da linha. Mesmo perdendo a partida foi recompensado, em sua consciência e em sua imagem pública, pela bela escolha do comportamento correto.

O mundo corporativo também segue esta onda, que veio para ficar.

Repercutiram muito mal os escândalos envolvendo gestores de grandes corporações, como a Enron, Tyco e Worldcom. Depois deles as organizações passaram a ficar cada vez mais ciosas ao contratarem executivos para seus cargos mais importantes, certificando-se de suas reputações. Não querem correr o risco de verem destruídos seus esforços, suas marcas nas páginas policiais, nem seus presidentes processados nas barras dos tribunais.

Profissionais de todos os níveis, não só aqueles que ocupam os gabinetes e cargos de cúpula, são avaliados pela reputação que constroem. Saiba que algumas das competências mais valorizadas hoje pelo mercado são a sua honestidade e a sua capacidade de conquistar a confiança de chefes, colegas e clientes.

Não se iluda; tudo o que você faz e tudo o que você diz será avaliado pelas pessoas que convivem com você, e construirão um conceito sobre quem você é. Seu comportamento define a sua “marca”. Não importa para o mundo se você agiu mal, movido por uma boa intenção. Você não será julgado por ela e sim por suas ações concretas.

Muitas vezes, em sua carreira, você se sentirá tentado a lançar mão de expedientes escusos para se promover ou lucrar alguma coisa. Mas não se iluda, pois os prejuízos não compensarão qualquer ganho por melhor que ele possa parecer. Se sua reputação for arranhada pela desonestidade, sua carreira estará perdida.

Nunca se esqueça deste aspecto. Em todos os momentos de sua vida, suas interações com o seu semelhante contribuirão para afetar a sua imagem e o conceito que todos lhe atribuem. Ao menor descuido, lá se vão seus esforços de muitos anos construindo uma “marca” promissora.

É o seu caráter que determina se você terá ou não condições de abraçar as excelentes oportunidades de ascensão profissional. Portanto, dedique-se cada vez mais ao cultivo da honestidade, tornando-se alguém em que todos possam confiar.

Tal como nos ensina a célebre frase cunhada pelo imperador romano: “Não basta à mulher de César ser honesta, também deve parecer honesta”. Para que você consiga criar uma reputação inatacável, procure sempre avaliar se suas atitudes estão sendo vistas por você da mesma maneira que pelas pessoas que o julgarão.

Seja sempre discreto, nunca revelando informações de âmbito privado; cumpra sempre aquilo que prometer; não se aposse daquilo que não lhe pertence; cumpra horários e obrigações com absoluta correção e jamais faça comentários sobre a honra ou idoneidade de quem quer que seja. Se não puder falar nada de bom, fique calado.

Evite a todo custo as “mentirinhas tolas” que só servirão para mostrar uma imagem abaixo do medíocre. Se precisar faltar ao trabalho, não mate suas tias e avós. Diga ao seu chefe o real motivo que justifica sua ausência. Utilize o tempo que está na empresa para trabalhar e não para enrolar. Jamais seja um profissional “abelhão”: Aquele que, quando não está voando, está fazendo cera.

Busque ser uma pessoa que se esmera na retidão de comportamentos. Que o seu “sim” seja “sim” e o seu “não” seja “não”. Não seja aquele das afirmativas “mais ou menos”!
Até porque honestidade é como gravidez, não existe “mais ou menos”.

* Maria Aparecida A. Araújo é consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo; palestrante e facilitadora de cursos especiais; consultora do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa. Diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de experiência em atendimento de excelência ao cliente.

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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QUEM TEM MEDO DE FALAR EM PÚBLICO?

Não há como escapar. Ainda que você tenha dor de barriga, sue frio, gagueje, engasgue, a carreira de um executivo exige que às vezes ele faça uma apresentação pública. Pode ser numa grande reunião de representantes, numa convenção, num seminário, na venda de um produto especial para um cliente importante. Um dia, cedo ou tarde, você se verá de frente para uma platéia.

Em uma de nossas pesquisas, realizadas junto a 643 executivos de vários cargos em empresas de diversos portes, o medo de falar em público aparece apenas em quinto lugar (com 4,9%) dentre os maiores temores dos executivos. Em primeiro lugar estava o desemprego, com 70,7%, em segundo a politicagem da empresa, com 28,6%, em terceiro ter que demitir funcionários (11%) e em quarto trabalhar sem registro em carteira profissional. No entanto, a necessidade de dirigir-se a uma platéia é uma coisa perturbadora para muita gente.

FANTASMAS

A reação da platéia é o que mais perturba, durante uma apresentação. O ideal seria que todos os presentes ficassem bem quietinhos e atentos para o que você vai dizer. Mas não! Sempre tem um que tosse, o outro que boceja, outro que cochicha sem parar com o vizinho do lado (será que ele está falando mal da minha apresentação?). Há aquele que se levanta no meio da palestra e sai (está fugindo da minha apresentação, quem sabe ofendido por alguma coisa que eu disse?).

Para muitas pessoas, fazer uma apresentação é um tormento. Alguns executivos entrevistados pela nossa equipe confessam que têm mais medo de enfrentar uma platéia do que da morte.

Não é exagero. Para muitas pessoas, falar em público é quase impossível.

Você se enquadra nessa categoria? Então acompanhe algumas dicas. Podem ser úteis no futuro.

A PLATÉIA

Em primeiro lugar, convença-se do seguinte: a platéia não está contra você. Quem boceja certamente teve problemas em casa, com o filho pequeno, e não dormiu direito; ele não está entediado com a sua apresentação – apenas está com sono.

Quem cochicha com o companheiro do lado deve ter se lembrado de uma coisa urgente para dizer, ou não se conteve em fazer uma piadinha. Além de desviar sua atenção, foi mal educado. Mas não se preocupe, porque não é com você.

Se alguém se levantou no meio da sua apresentação e saiu, tire da cabeça que essa pessoa está promovendo uma revolta contra a sua apresentação. Pode ser que esse alguém simplesmente precise ir ao banheiro.

Numa apresentação, encare a platéia de frente. Não fixe o olhar em um único ponto ou uma única pessoa, para não dar impressão de estar se dirigindo a algumas pessoas em especial. Ao contrário, procure se movimentar enquanto fala, olhando sempre para todos os lados da platéia. Mas não se movimente demais – você não estará num palco.

E, cuidado, especialmente, com a postura. Não olhe muito para cima, porque pode dar idéia de arrogância. Também não olhe para o chão, porque pode dar impressão de fraqueza.

O ASSUNTO

Você tem segurança sobre o assunto de que vai falar?

Este é o ponto importante de uma apresentação, porque as pessoas perceberão facilmente se você não estiver bem preparado e a possibilidade de não se concentrarem no que você diz é grande. Prepare-se. Ensaie. Ouça críticas.

As pessoas têm, em geral, percepção visual apurada. Respeite isto utilizando recursos visuais como gráficos, tabelas, ilustrações e imagens, o máximo possível.

QUALIDADES DA APRESENTAÇÃO

A primeira qualidade de um orador é o planejamento. Ao aceitar se dirigir a uma platéia, é preciso pensar sobre:

O que dizer

Como dizer

A quem dizer

Porque dizer

Somente a pessoa experiente, que ensaiou, que possui adequada rapidez de raciocínio e que conhece profundamente o assunto sobre o qual vai falar, pode se submeter ao risco de fazer um discurso sem planejamento. Mesmo porque uma pessoa com essas características fará, sem perceber, o planejamento mental assim que decidir falar. O professor, por exemplo, prepara a sua aula, até que a coordenação mental passe a ser de tal maneira automática que o processo fique fácil em sua mente.

Todas as pessoas poderão obter sucesso falando em público, desde que se acostumem ao saudável planejamento.

A segunda qualidade do orador é a clareza. A clareza permite que não haja equívocos e faz com que o conteúdo da mensagem seja entendido imediatamente, sem interpretações que desviem a atenção da platéia do assunto principal.

Alguns cuidados devem ser tomados para garantir a clareza.

Evite frases oblíquas

Seja simples. Monte frases com sujeito, verbo, predicado, nesta ordem. Não é interessante, do ponto de vista da comunicação, a ordem indireta, e pode ser pedante. É possível fazer um discurso com simplicidade e ao mesmo tempo com elegância.

Evite jargões

Um discurso cheio de termos específicos de informática, por exemplo, poderá não ser efetivo para uma platéia que não esteja afeita aos jargões da área.

Evite gírias

As gírias, por definição, estão restritas a determinados grupos sociais. Ademais são efêmeras. O orador que utiliza gírias corre o risco de não ser totalmente compreendido. Se isso ocorrer, sua mensagem não terá efetividade.

Evite piadas


O humor é uma excelente maneira de prender a atenção do público, mas raramente as anedotas ou piadas são completamente aceitas pela audiência.

Somente o orador bastante conhecido da platéia pode se expor ao risco de contar uma piada.

O momento mais importante de uma palestra, embora possa parecer estranho, é quando ela acaba. É quando várias pessoas, que durante a palestra estiveram inibidas de endereçar perguntas ao orador em público, aproveitam para tirar dúvidas ou fazer perguntas diretamente. Estas são, em geral, as pessoas verdadeiramente interessadas no assunto, e vale a pena dar o máximo de atenção possível a elas.

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Fonte: Jornal Carreira & Sucesso
 
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UM PROFISSIONAL DE VERDADE PRECISA DE DESAFIOS

* Eugênio Sales Queiroz

Quantas vezes você se deparou com um problema em seu ambiente de trabalho que você mesmo poderia ter resolvido e, por insegurança ou medo de falhar, você resolveu não arriscar? Aí, apareceu alguém da sua equipe, foi lá, resolveu o problema e, mais tarde, conseguiu uma promoção dentro da empresa, deixando você frustrado e decepcionado consigo mesmo.

Em situações como esta, todo e qualquer ser humano se sente incapaz e acha que a sorte não o escolheu. Mas com o passar do tempo podemos notar que a sorte só aparece para quem está devidamente preparado para recebê-la. Por isso é que todo profissional que se preza precisa de desafios para que possa amadurecer profissionalmente.

Jamais alguém pode obter méritos profissionais sem antes vencer grandes desafios e aprender com eles a lição necessária para se tornar uma pessoa de responsabilidade e com capacidade de resolver os mais variados problemas.

Também se faz necessário compreender que ninguém nasce sabendo tudo, mas que com tempo, determinação e objetividade, todo ser humano pode conquistar "seu lugar ao Sol". Para isso, ele precisa aprender com seus próprios erros e observar com atenção os profissionais da sua área.
Enfrentar os desafios é ter coragem de seguir em frente, sem desanimar nem esmorecer, entendendo todo o processo pelo qual todo problema precisa passar. Obedecer às regras é de fundamental importância a fim de que todo processo de um problema profissional carente de solução seja resolvido de forma límpida e consistente.

Hoje, mais do que nunca, podemos observar que o profissional de qualidade é aquele que sabe enfrentar desafios e fazer deles uma experiência a mais na sua carreira profissional.

Quem não está preparado, ou pelo menos não se prepara para as dificuldades existentes no dia-a-dia do trabalho, não poderá obter amadurecimento nem desfrutar de uma vida mais próspera, profissionalmente falando.

Quanto mais desafios o profissional vencer, quantos mais problemas resolver, mais capacitado para obter êxito profissional ele estará.

Costumamos afirmar sempre que um problema não é uma barreira, mas sim um desafio que nos impulsiona para frente. Para isso é preciso muita paciência e determinação para não desistir no meio do caminho.

Então, você que é um profissional em busca de reconhecimento e sucesso, saiba fazer dos seus problemas diários um desafio para você mesmo. Obedeça às regras do jogo e procure ser uma pessoa mais disposta a encontrar novos caminhos, tornando-se um profissional de qualidade.

 
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