DicasDicas

10 MANDAMENTOS DO PROFISSIONAL TEMPORÁRIO

Atualmente milhões de pessoas recorrem a trabalhos em part-time. Independentemente das razões de cada um, a experiência de um trabalho em part-time deve ser gratificante, tanto para empregados como para empregadores.

Para que a sua experiência num trabalho temporário seja a melhor possível há algumas regras que deve procurar seguir.

Atualmente milhões de pessoas recorrem a trabalhos em part-time. Muitos são estudantes que aproveitam o seu tempo livre para ganhar algum dinheiro extra, outros recorrem ao trabalho temporário como um segundo emprego que precisam para pagar as contas fixas de cada mês, muitos há, ainda que vêem no part-time meio caminho andado para conseguirem arranjar um emprego a tempo inteiro. Mas, independentemente das razões de cada um, a experiência de um trabalho em part-time deve ser gratificante, tanto para empregados como para empregadores.

Para que a sua experiência num trabalho temporário seja a melhor possível há algumas regras que deve procurar seguir:

Aceite diferentes trabalhos

Se você trabalha em part-time para poder conhecer diferentes empresas, talvez seja uma boa idéia ser uma pessoa flexível quanto aos serviços que lhe são dados. Nunca recuse um novo trabalho a menos que esteja realmente convicto de que o que lhe pedem o pode prejudicar.

Tenha sempre presente as razões que o levaram a procurar um part-time

Se você trabalha só por desporto e só precisa daquele dinheiro para os seus extras até se pode dar ao luxo de trabalhar só dois ou três dias por semana. Mas se você trabalha porque tem contas para pagar, talvez seja melhor reorganizar a sua vida de modo a ter tempo suficiente para trabalhar até ganhar o que precisa.

Vá para além do seu dever

No seu local de trabalho procure fazer mais do que lhe é exigido. Ser competente e profissional é suficiente para repararem em si, mas se para além disso você mostrar entusiasmo e gosto pelo que faz e não se importar de fazer mais do que lhe pedem, depressa vai ganhar o respeito e a admiração de todos os que trabalham consigo.

Seja polivalente

Faça por conhecer o maior número de pessoas e de departamentos possíveis. É a melhor maneira para você se ir apercebendo de tudo o que se passa na empresa e para estar sempre alerta para novas oportunidades.

Procure trabalhos extra

Quando não tiver nada para fazer procure saber se há alguma coisa em que você possa ir ajudando. Principalmente se isso lhe trouxer conhecimento extra ou a oportunidade de participar num grande projeto.

Promova as suas capacidades

Nunca se esqueça que a auto-promoção é o seu melhor marketing

Quando não sabe, pergunte

É preferível perguntar as mesmas coisas muitas vezes, quando não percebe, do que você fazer asneira em alguma coisa que o seu chefe julgava que você tinha percebido.

Tenha sempre um curriculum à mão

Nunca se sabe quando uma nova oportunidade pode surgir, por isso mais vale prevenir que remediar! Tenha sempre um curriculum atualizado seu à mão para qualquer eventualidade

Resposta na ponta da língua

O mais certo é um dia alguém lhe perguntar "Mas afinal, que tipo de trabalho é que você quer fazer?". Seja rápido e objetivo a responder para que a pessoa perceba rapidamente o que você quer e veja no que é que você pode ser útil para a empresa.

Pensamento positivo

Nem sempre é fácil ter um espírito positivo em relação a um emprego em part-time. Mas não desespere. Encare este trabalho como uma etapa para dar um salto maior, para o emprego com que você sempre sonhou.
 
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A FOFOCA NO AMBIENTE DE TRABALHO

"Ninguém fofoca sobre as virtudes dos outros". A frase do escritor irlandês Bernard Shaw mostra o real objetivo do fofoqueiro: a maldade. Quem está saindo com quem, quem vai ganhar uma promoção e quem levou uma bronca do chefe são temas constantes na boca do leva-e-traz. Geralmente, o tititi vem acompanhado da frase "não conte a ninguém", que nada mais é do que a senha para passar a informação adiante, e com mais riqueza de detalhe. Tudo bem, é da natureza do ser humano falar dos outros, mas não quer dizer que devemos sair por aí fazendo comentários sobre alguém ausente. Isso, no trabalho, pode causar um prejuízo enorme para a vítima.

Falta de etiqueta
Não pense que "apenas" ouvindo ou repassando a informação você não seja responsável pela fofoca. "É falta de etiqueta transmiti-la ou incentivar o interlocutor a contar todos os detalhes", diz Célia Leão, consultora de etiqueta. Ela tem uma tática para escapar dessas armadilhas: não perguntar nada e não repetir o que lhe disseram. Depois de um tempo deixarão de incomoda-la, porque todo mundo vai saber que com você não funciona. Coach (treinadora) Eliana Dutra aconselha seus clientes a seguirem outra estratégia. "Minha fórmula é ser monossílaba. Se a colega insistir, diga que esta inaugurando uma fase em sua vida: 'não falo nem ouço falar de pessoas ausentes. Vamos falar de nós?'. Isso corta o barato de qualquer um", explica. Aliás, contar sobre sua vida pessoal para colegas de trabalho é um verdadeiro perigo. Os espertinhos oferecem um ombro amigo e acaba-se falando o que não devia. Para usarem essa informação contra você é um pulo.

O fato é que a fofoca é destrutiva, contamina o ambiente de trabalho e pode fazer um estrago grande na sua imagem. Isso acontece quando simples rumores, baseados em suposições e achismos, ganham status de verdade. Imagine se começam a espalhar pelos corredores que você está procurando emprego ou foi assediada pela concorrência? É nessas horas que todos os sentimentos vêm à tona: insegurança, ansiedade, rancores e queda de produtividade, que podem até mesmo acabar em demissão. Não há um antídoto contra a fofoca, mas dá para aprender a lidar melhor com a situação.

Se você conhece o fofoqueiro, a vontade é mesmo de pular no pescoço do cretino. Porém, os especialistas garantem que essa não é a melhor alternativa. Quando o zunzunzun é inofensivo ou pessoal, o ideal é ignorar, já que não é necessário provar nada a ninguém. Para ficar na sua, é preciso que você esteja em pleno exercício da auto-estima e auto-confiança. Mas, quando os boatos colocam em risco o seu cargo, é hora de entrar em ação. "A melhor maneira para acabar com isso é expor a situação. Converse com o mexeriqueiro, seja firme, e não grosseira diga que acha a atitude de mau gosto. A conversa franca o desarma", acredita Maria Ignez Prado Lopes Bastos, diretora da MTB Assessoria Organizacional. A publicitária Adriana Mendes, 30 anos, não teve essa coragem e se deu mal. Há dois anos, ela trabalhava numa produtora, sua assistente era irmã da chefe e entre as duas acabou acontecendo uma disputa de poder. Aí a fofoca dominou o ambiente, Adriana não agüentou o clima e pediu demissão.

Abalada pelo boato
Outra que se deixou abalar pelo boato foi administradora Tatiana Parada, 34 anos. O fofoqueiro do setor espalhou que haveria cortes na empresa. Mais tarde, comentou que ouvir falar que o nome de Adriana estava na lista. Foi então que ela resolveu aceitar uma proposta da empresa concorrente com o mesmo salário, entre tanto sem as mesmas perspectivas de ascensão, com receio de carregar uma missão no currículo. "Nunca vou saber se realmente seria cortada, mas logo em seguida me arrependi de tr saído por dar ouvidos a um boato", desabafa. "Tudo o que não é bem comunicado acaba sentindo veiculado na 'rádio-peão' de maneira inadequada", diz Davi de Aquino, consultor de recursos humanos.

Comunicação equivocada
Em parte, a culpa é de algumas empresas. Quando a fofoca cai nos ouvidos do chefe, por exemplo, é sinal de que a comunicação da companhia não vai nada bem. Se o superior for fofoqueiro, sua sorte está nas mãos dele e não há muito o que fazer. Caso ele condene boatarias, não se preocupe, o assunto deve terminar na sala dele mesmo. Segundo uma pesquisa da agência britânica de recrutamento Officeangels, a maior parte dos chefes diz que jamais vai confiar em um empregado que é comprovadamente um fofoqueiro e que indiscrição pode afetar as perspectivas d promoção ou provocar até mesmo uma demissão. Cerca de uma em cada dez empresas inglesas distribuíram memorandos alertando os empregados a respeito de boatos e 4% despediram um integrante de sua equipe por causa da fofoca.

O ideal é que cada empresa tenha a própria fórmula para diminuir os rumores. A melhor é não deixar que a informação fique exclusivamente em poder de presidentes, gerentes, supervisores e diretores. Outras boas ferramentas são murais, jornais internos, intranet, memorandos e videoconferências. Dessa forma, não há espaço para fofocar.

Para não cair na boca do leva-e-traz
Fique longe dos grupinhos dos fofoqueiros, ou você vai levar a fama por tabela.

Fale em voz baixa, especialmente quando tratar de assuntos confidenciais.

Não espalhe seus resultados positivos, prêmios e novos projetos que lhe foram confiados.

Caso tenha amigos no ambiente de trabalho, seja discreta. Não comente na frente dos outros colegas os programas que vocês fizeram, pois desperta ciúme e gera comentários.

Se trabalhar com alguém de quem não gosta, troque cumprimentos e não mostre antipatia.

A atitude minimiza os atritos e evita que os outros reparem e fofoquem.

Cultive um bom relacionamento com seus colegas de trabalho. No falatório, você terá aliados - ou então será alertada sobre o boato.
 
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A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO NA SUA CARREIRA.

Em conseqüência da incerteza e da imprevisibilidade que atualmente rodeia o mercado de trabalho, em que a relação entre formação, profissão e emprego é cada vez mais precária e incerta, os indivíduos vêm-se confrontados, ao longo da sua vida, com problemas complexos relacionados com o ingresso e permanência no mercado de trabalho. Face a este aumento da incerteza em torno dos itinerários profissionais, a continuidade da educação deve ser encarada como apoio sistemático à construção de projetos de vida, que se desenrola ao longo do ciclo de vida do indivíduo.

A transformação no mercado de trabalho, reflexo das inovações tecnológicas na indústria, informática, telecomunicações e robótica, tornam mais difícil ainda a encontrar profissão que não tenha sido afetada por esse fenômeno. Rotinas, métodos, equipamentos, volume de trabalho foram alterados, fazendo com que o profissional seja mais exigido em diversas áreas de conhecimento.

Por outro lado, por mais paradoxal que seja, a evolução do conhecimento humano acentua o crescimento das especializações de profissões tradicionais, gerando subcategorias profissionais. Isso acarreta um aumento considerável na preparação, ou seja, o tempo de estudo em relação à entrada do profissional no mercado, em decorrência, requer maior investimento financeiro.

Uma carreira é a seqüência de ocupações, empregos e posições assumidas ou ocupadas durante a existência de uma pessoa. Equivale a uma série de papéis desempenhadas por uma pessoa, cuja escolha e êxito são determinados em parte pelos seus interesses, aptidões, valores, necessidades, primeiras experiências e perspectivas, e pode estar intimamente relacionada com a preparação e cursos ligados à sua atuação.

Embora se mantendo na mesma ocupação por algum tempo, como muita gente faz, há geralmente diversas mudanças de empregos ou posições quando as pessoas são promovidas, transferidas, dispensadas ou atraídas por melhores oportunidades em outros departamentos, companhias ou localidades. Os termos ocupação e carreira são quase sempre confundidos porque as pessoas manifestam tendência, em certas profissões, de atingir um elevado nível de estabilidade depois de algum tempo.

Não será possível prever toda a seqüência de posições assumidas ao longo da nossa carreira desde início da escolarização até a aposentadoria, embora as previsões sempre nos ajudem a possuir um conhecimento melhor da natureza e das determinantes da seqüência, e a organizar sistematicamente os dados obtidos.

A continuidade da educação no desenvolvimento do talento torna-se então, o foco principal do trabalho, pois fornece ao indivíduo a condição em coordenar habilidades e utilizar onhecimentos especializados, privilegiando aqueles que investem em seu aperfeiçoamento.

A profissionalização é um processo contínuo, depois do ingresso no mercado de trabalho, outras decisões precisarão ser feitas com relação a empregos específicos dentro do campo escolhido pela pessoa e com relação a mudanças de emprego visando melhorar a satisfação no mesmo.

Para lidar com a nova realidade globalizada do mercado de trabalho é preciso estar consciente do que pretende realizar, traçar rotas estratégicas, perseguí-las com determinação e desenvolver a competência para inovar, imprimindo na atuação a diferença que marca a posição dos profissionais bem sucedidos. É fundamental lembrar que tais condições são próprias daqueles que sentem prazer com o trabalho. Quando as exigências da profissão estão em inteira concordância com as tendências de desenvolvimento e as capacidades pessoais do profissional, ele sente que está no seu verdadeiro lugar, sente-se atraído, elevado pela profissão, e através dela se completa, quando o trabalho desta maneira corresponde aos impulsos íntimos, torna-se fonte de satisfação e alegria, e o mais seguro fundamento de felicidade, a vida tem sentido e o trabalho é sua complementação.

Quando interesse, vontade, paixão por aquilo que se faz, até mesmo profissões que não são lucrativas aos olhos de nossa sociedade capitalista, podem tornar-se lucrativas, pois aqueles que as exercem com vontade, acabam tendo idéias brilhantes, inovadoras, que por conseqüência dão certo. E assim vão surgindo novos campos de trabalho.

As empresas tendem cada vez mais a empreender esforços no processo educacional, pois este fator é crucial na retenção de talentos. Isto porque somente pela Educação será possível viabilizar caminhos para desenvolver os profissionais do futuro, mesmo aqueles que já possuem algum tipo de formação. Isto significa um avanço no processo de ensino-aprendizagem das empresas, que permitiu associar a consistência dos processos educacionais acadêmicos às práticas e necessidades das empresas.

Percebe-se, contudo, o quão é importante fazer uma boa escolha profissional a partir de uma orientação informativa, a fim de que o indivíduo possa futuramente colher frutos da semente plantada no início de sua carreira, já que a educação é um processo contínuo que estimula o sucesso profissional dentro das organizações, motivando cada vez mais a produção e o negócio estratégico. Aquele que investe em suas competências alçará vôos longitudinais.

Fonte: Ana Cláudia Parreira
 
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A ARTE DE PIORAR O QUE JÁ É RUIM.

O projeto que cria o sistema de cotas para as universidades públicas tem tudo para não melhorar o ensino básico do Estado e deteriorar ainda mais o ensino superior

  Antonio Milena
Jovens prestam vestibular para universidade de São Paulo
Por J. R. Guzzo

Já é mais do que suficiente a quantidade de problemas reais que a população brasileira tem de enfrentar, de modo que não há nenhuma necessidade de penalizar o país com algo que vem se tornando uma prática comum na vida política de hoje: a criação de problemas que não existem. A última realização nessa área é o pretendido sistema de cotas para a universidade pública, projeto que acaba de passar pela fase inicial de deliberação e vai agora ser apreciado pelo Congresso. Se o país tiver sorte, as aberrações mais grosseiras do projeto serão atenuadas. Se tiver muita sorte, a coisa toda vai para o lixo e não se fala mais nisso. Caso não tenha sorte nenhuma, estará criado um problema novo em folha para se somar à coleção dos já existentes -- com distorções que devem ficar por aí anos a fio.

Se fosse só uma empulhação do tipo Fome Zero ou de outras tentativas de diminuir a desigualdade por meio de atos administrativos, até que tudo bem; o país já aprendeu a ser paciente com essas coisas, que vêm e vão sem causar danos maiores que uma bela perda de tempo, a queima de mais alguns milhões de reais do Tesouro e cenas de demagogia em estado puro. Mas essa história das cotas é invenção que provoca avaria grossa e, se entrar em vigor, deixará conseqüências capazes de tornar o ensino superior no Brasil pior do que já é, criar um novo gênero de desigualdade e punir milhões de jovens que não fizeram absolutamente nada de errado. Pela proposição que vai ser apreciada no Congresso, 50% das vagas na universidade pública ficarão reservadas a alunos que cursaram o ensino básico também em escolas públicas. O argumento é que esses estudantes não passam no vestibular da universidade pública porque o  ensino elementar e médio que recebem do Estado é muito ruim. Ficam em desvantagem perante os colegas que cursaramescolas particulares, onde o ensino é muito melhor.

Essa desvantagem é real. O último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostrou que a média dos alunos da rede pública ficou abaixo de 42 pontos em 100 possíveis, contra quase 57 pontos obtidos pelos que estudam em escolas particulares. Não poderia dar outra, assim, na hora do vestibular. Em 2006, no exame da Fuvest, em São Paulo, que seleciona os candidatos para a maior universidade pública do Brasil, quase 73% dos aprovados foram estudantes da rede escolar privada. Para tal problema, que é verdadeiro, só existe uma solução também verdadeira: melhorar, e muito, o ensino das escolas públicas. Toma-se, porém, a solução velhaca. O ensino na rede escolar do Estado fica exatamente como está, porque mexer nisso é duro, leva tempo e não dá cartaz a ninguém; corta-se metade das vagas abertas hoje para os alunos provenientes das escolas particulares; e acaba o atual critério pelo qual a universidade pública está aberta, sem distinções, a quem obtiver as melhores notas no vestibular. O que está ruim não muda, e o que muda fica pior.

A proposta das cotas condena o país a continuar mantendo, de um lado, um sistema de ensino básico que funciona, na maior parte do tempo, como uma máquina que transforma analfabetos em semi-analfabetos. De outro, garante que a universidade pública passará a formar gente com um nível de qualidade ainda mais baixo do que o de hoje. É a última coisa que se poderia ter como meta, em ambos os casos. Não existe país sério que pretenda melhorar as oportunidades de acesso dos pobres à universidade com o truque de baixar a qualificação para a entrada no ensino superior. O que se faz é o contrário: China e Índia, para citar só os dois exemplos mais evidentes, estão envolvidos num extraordinário esforço para melhorar ao máximo tanto o ensino básico como o universitário, pois sabem que não há esperança verdadeira de futuro melhor se não encurtarem a distância educacional que os separa do mundo desenvolvido. Já o Brasil continua firme em sua obsessão de não perder uma única oportunidade de fazer a coisa errada.

A proposta a ser apreciada pelo Congresso Nacional não é apenas mais uma esperteza boba. É também um atentado à lógica e à justiça. Por mais que se queira negar, as cotas são uma punição pura e simples contra quem estuda nas escolas particulares. Para os defensores do novo sistema, trata-se de "privilegiados" ou, pior ainda, gente da "elite", cujas famílias têm dinheiro sobrando. Esquecem-se que essas famílias, em sua grande maioria muito longe de ser ricas, pagam os estudos dos filhos não porque gostem, mas unicamente porque o governo não lhes dá uma escola pública decente -- algo, na verdade, a que teriam todo direito, pois pagam impostos de sobra para isso. Fazem o sacrifício justamente porque o Estado brasileiro não cumpre sua obrigação de entregar serviço em troca dos bilhões arrecadados em impostos. O resultado final é que os alunos do sistema particular, se for aprovado o projeto, acabarão sofrendo uma dupla punição: quando pagarem as mensalidades do curso básico e quando o governo lhes cortar metadedas vagas na universidade pública. Que diabo de privilégio é esse?

A idéia das cotas é apresentada, na esfera da conversa fiada, como parte das "políticas afirmativas" que o país precisa adotar para diminuir o fosso entre ricos e pobres. Na esfera da vida real, é a pura e simples vingança do Estado contra os brasileiros que vão buscar por sua conta aquilo que o governo deveria lhes dar e não dá. Ao propor esse sistema, os políticos querem dar a impressão de que estão governando para os mais pobres; na verdade, estão apenas assegurando a manutenção do atraso, ao piorar a qualidade do ensino superior e não introduzir nenhuma melhoria num ensino básico de terceira categoria. A coisa toda, ainda por cima, é embalada em muito falatório sobre uma "dívida" que a "sociedade" teria em relação aos pobres. Que dívida o aluno da escola particular teria em relação ao da escola pública? É o tipo do negócio ruim. Na hora de contrair a dívida, quem assina a promissória é a sociedade, um ente anônimo que ninguém pode identificar. Na hora de pagar, a conta vai para o indivíduo, que tem nome, endereço fixo e CPF.

Como sempre acontece com toda idéia ruim, o projeto das cotas tinha espaço para ficar pior e, obviamente, não se deixou escapar essa chance. Dentro dos 50% dos lugares reservados para os candidatos da escola pública, há uma espécie de subcota, desta vez para negros e indígenas, também justificada pela existência de uma "dívida" etc. etc. De novo, fica impossível definir que responsabilidade os alunos que não são negros ou índios teriam, neste ano de 2006, pelas infâmias da escravidão abolida 120 anos atrás ou pelos crimes cometidos desde o século 16 contra a população indígena -- alunos que em sua maioria nunca viram um índio na vida. A subcota tem todos os defeitos da cota e mais um: ajuda a turvar o clima racial. O Brasil, com todos os episódios de preconceito, discriminação e falta de respeito em relação a sua população de origem negra, abertos ou velados, é provavelmente o país menos racista do mundo. Haveria algum outro? Há, claro, países onde os negros vivem em situação muito melhor que no Brasil -- por serem países mais ricos, mais justos e mais capazes de respeitar as leis. Nenhum deles, contudo, tem menos animosidade racial que o Brasil. Muito melhor que isso não fica ou, pelo menos, ninguém conseguiu até agora. Mas, como se trata de um problema que não existe, não na dimensão que se tenta apresentar, está sendo feito todo o esforço possível para criá-lo. Não apenas na questão das cotas universitárias mas também no Estatuto da Igualdade Racial, que já foi aprovado no Senado, aguarda agora a apreciação da Câmara e, a pretexto de melhorar a situação das minorias, introduz expressamente na legislação brasileira diferenças de direitos baseadas em critérios de raça e cor. É algo tão ruim, mas tão ruim, que chega a dar esperança: é calamidade demais para receber aprovação, mesmo da Câmara dos Deputados brasileira. Num e noutro caso, no sistema de cotas e no estatuto racial, o grande lucro não será contar com alguma coisa boa. Será, simplesmente, escapar do pior.

Revista Exame
Março/2006
 
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AO PROFISSIONAL QUE BUSCA UMA RECOLOCAÇÃO

Com o mercado aquecido, muitas empresas começam a “desengavetar” projetos para aumentar a produção, incrementar as vendas e atingir metas anteriormente planejadas. Para colocar em prática esses projetos, precisam de profissionais preparados, que saibam planejar, que tenham liderança e atitude pró-ativa.

O primeiro passo para demonstrar pró-atividade é descobrir onde estão as possibilidades de encontrar uma colocação. Isso porque inúmeras oportunidades não são anunciadas. Segundo pesquisas, 40% das contratações são feitas para cargos que não existiam previamente.

Sendo assim, o período mais oportuno para divulgar o seu perfil é no momento em que as necessidades das empresas se transformam e criam-se novos postos. E, a melhor estratégia para isto é abordando as empresas que se alinham aos seus objetivos profissionais, fazendo-se conhecido no mercado.

No entanto, não basta que as empresas o conheçam, é importante que elas o conheçam de maneira adequada. A minha visão sobre um currículo e a forma que é apresentado é a de quem gerenciou RH nas últimas 3 empresas em que trabalhei, e direciono a sua apresentação aos executivos com poder de decisão, dentro das empresas mais interessantes para você.

Esse trabalho tem como objetivo gerar o maior número possível de entrevistas e o material do meu site deve prepará-lo para enfrentá-las. Dessa forma as chances da sua recolocação serão bastante ampliadas as suas possibilidades de encontrar uma oportunidade ainda não anunciada.

Estarei a sua disposição para enfrentar tal jornada,

Humberto Nery
h_nery@yahoo.com
 
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AS COMPETÊNCIAS FUNDAMENTAIS DO MERCADO DE TRABALHO.

Quando se fala ou escreve sobre marketing pessoal é comum que seus autores concentrem-se em fatores externos, como a aparência e postura dos indivíduos, como o fator preponderante para distinguir aqueles que fazem ou não marketing pessoal.

Quando iniciei minhas pesquisas sobre o tema há mais de dez anos percebi que estes fatores são importantes, mas que somente eles não garantem o sucesso desta ferramenta de alavancagem da carreira profissional e das relações sociais.

A partir de então desenvolvi uma abordagem particular acerca do assunto: uma visão humanista do marketing pessoal. Através dela vejo o ser humano integrando suas habilidades pessoais de personalidade o conteúdo interno associado a técnicas eficazes de divulgação de si mesmo o fator externo.

Creio que cinco competências são fundamentais para a realização do marketing pessoal através desta abordagem e as descrevo a seguir.

A empatia

É a capacidade do ser humano em colocar-se no lugar do outro. Segundo Jacob Levy Moreno, criador do Psicodrama, todo indivíduo passa por diversas fases no desenvolvimento de sua estrutura de personalidade e pode-se dizer que atinge a maturidade psicológica quando consegue “inverter papéis”, ou seja, usar da empatia.

Exercite no seu dia-a-dia imaginando-se como seria enfrentar os desafios do cargo do seu chefe ou subordinado, atender o público como um caixa de banco em dia de grande movimento, fazer a faxina no escritório depois de um dia de trabalho, dirigir no trânsito caótico por profissão, etc. Após este exercício passe a agir como gostaria de ser tratado em cada uma destas situações. Certamente todos os envolvidos passarão a respeitá-lo muito mais que de costume.

Simpatia

Antigamente dizia-se que a educação abre portas e reforço que a simpatia é um dos melhores canais de acesso ao sucesso profissional e pessoal. As pessoas em geral gostam de quem as tratam bem. Ser cordial, afetuoso, entusiástico e “educado” é fundamental para garantir uma imagem positiva entre as pessoas de seu relacionamento. Ações simples como um cumprimento, um sorriso, um abraço ou um olhar podem garantir pontos importantes para o seu marketing pessoal.

A alegria é um poderoso anti-estressante e contagia todos que estão por perto. Afinal você conhece alguém que procurou um namorado ou namorada que fosse emburrado, pessimista ou desanimado? Claro que não! O ser humano gosta e precisa de energia positiva para viver bem e para isto aja com simpatia e lembre-se sempre das “palavras mágicas”: bom dia, obrigado, com licença e desculpe!

Comunicação

Neste item há dois pontos que quero destacar: falar corretamente e vencer a barreira da timidez e do orgulho.

Ter uma comunicação impecável é crucial para qualquer profissão e mais ainda quando se trata de garantir uma boa imagem diante do seu cliente, chefe ou até mesmo parceiro ou parceira. Para isso é fundamental adequar a linguagem para cada situação, pois só assim é possível se sobressair em meio ao padrão que assola a maioria das pessoas nas corporações. Estude, leia revistas, livros e jornais, participe de cursos sobre oratória, enfim, aprimore ao máximo sua capacidade de falar corretamente para cada público e situação.

O outro ponto importante é fazer que as pessoas saibam quem é você e o que tem a oferecer, ou seja, vencer a barreira da timidez e do orgulho. Há um famoso ditado que diz: quem tem boca vai à Roma. À medida que se compartilha com os demais seus planos, idéias, projetos e sonhos está abrindo a possibilidade deles fazerem parte e até mesmo ajudarem a concretizá-los. As pessoas querem participar, mas para isso precisam saber. Portanto, comunique!

Ter conteúdo

De nada adianta ser um ótimo comunicador e agir com simpatia se não tiver efetivamente conteúdo. É muito importante ter o que dizer, possuir conhecimento, mostrar a que veio e transmiti-lo de forma natural. Nos últimos tempos parece que a sociedade foi assolada por “carinhas bonitas”, mas que não tem nada a dizer, não transmitem absolutamente nada e assim passam desapercebidas. Estas pessoas estão nas empresas, na mídia, na política, nas rodas de amigos, enfim, em todos os lugares onde é possível fazer “cara de conteúdo”. A verdade é que as pessoas se lembram daqueles transmitem segurança, que consolidam sua imagem, sua presença através de opiniões claras, idéias firmes ou, simplesmente, porque estão ligadas no que está acontecendo a seu redor e tem o que exprimir com assertividade. Para ter conteúdo é imprescindível aprimorar o hábito da leitura, diversificar o acesso às informações, ampliar o contato com as diversas formas de cultura, participar de eventos da sua área de interesse e também de outras áreas diferentes, participar de movimentos profissionais, viajar e freqüentar grupos diferentes.

Apresentação pessoal

Por fim, o cuidado com a aparência também é fator essencial para a realização do marketing pessoal e profissional. Para isto é fundamental o bom senso. Conheço pessoas que possuem boas roupas, muitas vezes de grife, mas não conseguem fazer uma combinação razoável. Ora pecam nos tons, no tecido, no design, ora nos acessórios. Saber adequar a vestimenta para cada situação sem perder o estilo é das tarefas mais difíceis e muitas vezes necessário o apoio de um profissional especializado.

Há alguns fatores que você deve considerar na hora de escolher a roupa ideal:

- O tipo de evento ou compromisso que irá participar se é formal ou informal. Na dúvida opte pelo formal, pois é mais fácil partir da formalidade para a informalidade do que o inverso, muitas vezes retirando ou mudando apenas uma peça do traje.

- Tons e cores os tons mais claros são recomendados para pessoas mais jovens e durante o dia. Já as cores merecem um cuidado especial com relação a moda, pois nem sempre o que está na moda cabe para você. Um bom exemplo são o vermelho e o pink.

- Padrões e texturas - saiba adequar as peças e tome cuidado com babados, decotes, listras, veludo, roupa curta ou longa demais.

- Idade - não tente aparentar mais ou menos idade do que possui através da roupa e acessórios é mais fácil você passar ridículo e ser gozado por todos.

- Seu tipo físico - a moda de passarela é feita para pessoas muito magras, então tome atenção para vestir-se de acordo com seu porte e medidas. Evite roupas apertadas ou largas demais, pois transmitem uma idéia de desleixo.

Com estas informações já é possível praticar corretamente seu marketing profissional e conquistar pontos positivos na sua carreira. Vale lembrar que tudo isto também se aplica na vida pessoal. Sucesso!

por Rogerio Martins
 
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APRENDA A ENGOLIR SAPOS

Quando trabalhava como recepcionista, Jaciara Cristina, 33 anos, teve de aturar diversos desaforos de um patrão pouco simpático. O pior deles foi ser ridicularizada na frente dos clientes após um corte de cabelo. “Ele (o chefe) não gostou e começou a gritar mandando eu mudar o penteado”, lembra. Para não pôr o emprego em risco, a moça se retirou do ambiente e não disse mais nada. “Na hora, tive vontade de responder à altura”, afirma.

Hoje, Jaciara trabalha na área de telemarketing e continua ouvindo palavras agressivas, só que agora dos clientes mal-humorados. “Aprendi a engolir sapos. Com o passar dos anos fui amadurecendo e passei a administrar essas situações”, diz.

Casos parecidos com o dela acontecem a todo o momento e nos mais diversos locais. Mas, ao contrário do que se imagina, saber lidar com os “sapos” é importante para manter uma vida sem estresse. No âmbito profissional, os maiores líderes são aqueles que sabem digerir como ninguém as circunstâncias que podem parecer mais revoltantes, como explica o professor e consultor da Manager Assessoria de Recursos Humanos, José Antônio Rosa.

“Tanto na vida social quanto na profissional, o indivíduo precisa dominar seu principal inimigo, ou seja, ele mesmo. Existe uma falsa ilusão de que é possível fazer apenas o que se gosta mas, na verdade, temos sempre de encarar as frustrações e fazer o que não queremos”, assinala.

MANTENHA A CALMA – Rosa aconselha que para “engolir sapos” sem sofrimento a pessoa compreenda seu papel e perceba que o ser humano, por ser passível de falhas, acaba se excedendo em determinadas situações. Mesmo quando precisa ouvir ou fazer coisas que não gosta, o funcionário deve manter a calma e não retornar às agressões. Outra técnica importante é nunca externar de forma excessiva a insatisfação.

Foi com essa fórmula que Jaciara Cristina desenvolveu sua aptidão na área de atendimento ao público. Depois de um período como recepcionista, mudou de carreira. Já são sete anos com telemarketing. “Estamos mais propensos a passar por essas situações pela proximidade com as pessoas. É preciso entender que nem sempre o cliente está de bom humor”, diz.

Jacira lembra que as piores situações vividas foi quando era atendente de pizzaria. Além de cantadas vindas dos clientes mais animados, encarou até um casal que brigava ao telefone enquanto pedia uma pizza.

Entretanto, é preciso ficar esperto e não deixar que o “sapo” se transforme em humilhação. Para a consultora de recursos humanos Érika Migliano, o funcionário precisa estar atento e não aceitar estar envolvido em situações vexatórias. “O melhor é se posicionar e expor as idéias, sempre respeitando a hierarquia da empresa”, conta.

PARTE DA VIDA – Percebe-se, então, que “engolir sapos” faz parte da vida de qualquer pessoa. Para o consultor José Antônio Rosa, todos têm de suportar situações desagradáveis para manter a boa relação com o cliente, com o chefe, marido, vizinho, etc. “Quem segue esses passos tem mais chances de virar líder pela capacidade de não deixar o grupo de trabalho esmorecer ou perder o otimismo”, completa.

Os que não sabem como administrar os momentos de constrangimento, segundo Rosa, tendem a se cansar do local de trabalho com mais facilidade e passam a ser infelizes, com profundo desgaste emocional. Ele aconselha que as pessoas evitem abandonar o emprego de forma raivosa nem adotem postura omissa, se isolando no local de trabalho.

O melhor, ainda de acordo com o consultor, é adaptar-se à empresa e descobrir o que há de bom, além de conquistar o apoio dos dirigentes para agregar valor à função exercida e ter maiores chances de destaque. “Se os sapos são inevitáveis, temos de encará-los pelo lado bom. Quem não faz isso acaba estressado e infeliz”, lembra o consultor.

Adote uma postura

Conheça seu papel e o dos outros funcionários dentro da empresa;

Entenda que as pessoas erram e desenvolvem posturas agressivas;

Seja uma figura de transição, se o cliente teve postura inadequada não faça o mesmo. Mantenha a dignidade;

Desenvolva a tranqüilidade acima de tudo;

Nunca suma do emprego de forma intempestiva;

Evite reclamações excessivas e mau humor no trabalho;

Faça um esforço sutil para melhorar seu chefe;

Veja os pontos positivos da empresa;

Busque apoio do patrão e mostre que seu trabalho além de ter qualidade foi feito com satisfação.

Por EDER LUIS SANTANA
 
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ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

Caros Amigos,

Um dos pontos inerentes ao nosso trabalho enquanto gestores de pessoas, estando em qualquer nível da hierarquia organizacional, é estar atento ao Assédio Moral no ambiente no trabalho, onde a sua complexibilidade e nossa cultura brasileira de acobertar ou 'levar na brincadeira' muitas vezes causam prejuízos incalculáveis para a Empresa, seja prejuízo financeiro, queda de produtividade, clima organizacional afetado e imagem corporativa manchada.

O assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e sem simetrias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o pacto da tolerância e do silêncio no coletivo, enquanto a vítima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, perdendo sua auto-estima.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, doenças pisicossomáticas e desemprego, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.

Atenciosamente,

Evaldo Eugênio do Nascimento
Administrador de Empresas
 
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COACHING, O QUE É?

Coaching é um trabalho essencialmente profissional de consultoria e treinamento pessoal, técnico, emocional e estratégico com o objetivo de ajudar um determinado profissional, ou grupo de profissionais, a alcançar seus resultados da melhor forma possível.

Muitas empresas utilizam nossos serviços de coaching para treinar grupos específicos. Ou seja, ao invés de treinar toda uma turma na modalidade in company, a empresa opta por treinar em grupos menores com focos específicos no treinamento, como diretoria, gerência, vendas, operacional, etc.

Como funciona?


Todo o trabalho é realizado através de sessões de 90 minutos que podem ocorrer em qualquer lugar, desde o escritório do cliente até uma descontraída happy hour com os colegas do escritório.

Como começa?

A partir de uma reunião inicial, para verificar as perspectivas e expectativas de ambos os lados, couseling e cliente(s). Nesta breve reunião, sem custos para o cliente, são realizadas perguntas e exercícios analíticos para um melhor entendimento do perfil do cliente.

Couseling é terapia?

Não. O trabalho de couseling é de treinamento. Não se trata de terapia psicanalítica ou psicológica. Muito menos terapia de grupo. É um verdadeiro trabalho de consultoria pessoal e treinamento em competências específicas para possibilitar ao cliente alcançar os seus resultados planejados com mais eficiência e eficácia.

Quem pode fazer o Couseling?

Todas as pessoas interessadas em atingir seus resultados pessoais, profissionais e emocionais.

Quanto custa um trabalho de Couseling?


O trabalho é dividido em sessões e depende do trabalho a ser desenvolvido. Geralmente depende do número de sessões ou horas de treinamento.

Gelza Cordeiro
Despert RH
 
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COMO CONDUZIR UMA REUNIÃO

De acordo com Dale Carnegie em seu livro "Reuniões rápidas e com melhores resultados", temos que fazer quatro perguntas toda vez que tivermos um problema a resolver:

1 - Qual é o problema?
2 - Quais são as causas do problema?
3 - Quais são as possíveis soluções?
4 - Qual é a melhor solução possível?

Segundo o mesmo autor, devemos ter claro pontos com relação a como dirigir uma reunião com eficácia:

1 - Comece a reunião com uma breve explicação do problema. Veja em seguida, se os participantes compreenderam o problema.
2 - Pergunte sobre as causas do problema.
3 - Faça resumos com freqüência.
4 - Peça as soluções possíveis do problema, com as evidência que comprovem cada solução.
5 - Após o problema ter sido suficientemente discutido, faça o resumo final e proceda então, a sua votação.
6 - Se for conveniente, nomeie uma pessoa ou uma comissão encarregada de verificar se a decisão foi tomada.
7 - Expresse suas idéias pessoais só depois que os outros tenham expressado as deles.
8 - Seja flexível, preste pouca atenção às regras parlamentares.
9 - Mantenha a reunião ativa sem se desviar do tema.
10 - Todos devem participar da reunião, porém não pergunte nunca diretamente a cada um a sua opinião.

Para este autor, você também obtém mais resultados de uma reunião se todos os participantes observarem as oito regras:

1 - Não se levante para falar (a não ser numa grande assembléia).
2 - Faça suas palestras curtas e sobre o tema que se discute.
3 - Cuide do seu tom de voz. Fale sempre em tom de conversação.
4 - Admita só uma solução do problema de cada vez.
5 - Apoie cada solução que você sugerir com alguma evidência que o ajude a provar seu ponto de vista.
6 - Ouça atentamente a todos os participantes.
7 - Não interrompa quando outra pessoa estiver falando.
8 - Em vez de fazer afirmações diretas , faça perguntas.

Dados fornecidos pela Psicóloga Ana Cecília de Farias Freitas
 
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COMO PROCURAR EMPREGO PELA INTERNET

Existem diversos endereços eletrônicos (sites de empregos) para onde você pode mandar seu currículo. Mas antes de acessá-los, leia as dicas abaixo:

Selecione a empresa que deseja trabalhar e acesse o site dela. A maioria das grandes empresas apresentam em suas páginas espaços para que interessados em vagas preencham seus currículos;

Entre em um site de busca, digite a palavra emprego e visite algumas páginas de bancos de currículos;

Não deixe nenhum espaço em branco no formulário virtual dos sites que você escolheu;

Certifique-se de que não há nenhum erro de português. Peça a ajuda de alguém para revisar o texto. Um professor de português seria ideal;

Não se empolgue muito na sua apresentação pessoal. Elabore um texto de forma concisa.

Não use linguagem informal. Apesar de você estar na Internet, o objetivo é arrumar um emprego;

Deixe bem claro a área em que você quer atuar e como você poderia agregar valor nessa área;

Demonstre nos campos destinados aos comentários seu interesse e suas realizações dentro da área pretendida.

Agora que você já sabe como procurar empregos na rede, vá à luta e boa sorte!
 
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COMUNICAÇÃO - O QUE EVITAR

Gestos, palavras, modos que denotam descuido, desleixo pessoal
Reclamações e descontentamentos freqüentes
Snobismo, presunção e arrogância
Animosidade e posturas agressivas (críticas constantes, ironia, sarcasmo)
Fofocas e maledicências
Indiferenças e negativismo

O que ressaltar

Cooperação e aceitação dos outros
Interesse pelo que faz
Cuidado pessoal e disciplina
Consciência das próprias limitações
Otimismo e autoconfiança
Apresentação Pessoal

Esteja atento ao modo de se vestir, roupas limpas e passadas, prefira tons mais clássicos para suas roupas, não use Jeans, tênis, mini-saias, cotton-lycra.

Sapatos e cintos limpos e em bom estado. Atenção à meia feminina para que não tenha um fio corrido.

Cabelos com bom corte, que exalem higiene. Se os cabelos forem longos, mantenha-os presos. Barbas e bigodes devem ser aparados. Cabelos coloridos devem receber cuidados redobrados: nada de raízes crescidas mostrando sua cor natural de cabelo.

Unhas polidas. Pontos negativos para quem as mantém muito cumpridas.

Acessórios para o homem:
Aliança de casamento e relógio.
Quanto às mulheres: Acessórios condizentes com a sua estatura e sem exageros.

Perfume também deve ser usado sem exagero.

Conduta adequada

Dispense cumprimentos com beijinhos e tratamentos informais.

Ao conversar com uma visita, um cliente, um colega de trabalho procure manter distância corporal da pessoa: deixe a proximidade para os contatos íntimos.

Ao receber uma visita em sua sala, levante-se sempre e espere que dela parta o gesto de estender a mão para o cumprimento. E atenção ao aperto de mão: que ele seja firme, vigoroso e curto.

Vigie sua linguagem conversando com os outros. Converse prestando atenção, olhando nos olhos do seu interlocutor. Cuidado com os erros de português. Use gíria com moderação. Jamais fale palavrão.

Muito cuidado com o cigarro. Jamais tome a iniciativa de acender um cigarro diante de um cliente ou de uma visita.

Caso goste de mascar chiclete, aposente este hábito, é deselegante.

Vigie seu tom de voz: não grite demais, nem sussurre

Ao conversar não gesticule em excesso. Aprenda a escutar, não tente adivinhar o que o outro vai dizer, nem completar uma frase que não seja de sua autoria.

Atrasos, mostram inadequação à cidade em que você vive, mostram falta de respeito para com os outros, denotam falta de controle com seu próprio tempo e suas atividades

http://orbita.starmedia.com/~havagas/
 
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DICAS PARA O SEU MARKETING PESSOAL

1º. Passo - Relaxamento e Conscientização

Caso você tenha se desligado a pouco tempo do último emprego, invista num período de tempo capaz de lhe permitir fazer uma auto-avaliação pessoal e profissional. Procure compreender os motivos que possivelmente o levaram a esta condição. Você deve considerar isto possível de acontecer a qualquer profissional, mais cedo ou mais tarde!

O relaxamento e a conscientização dos fatos lhe permitirão reencontrar o equilíbrio emocional. Procure descobrir qualidades suas e que não teve tempo nem de despertá-las. Melhore sua auto-estima e sua auto-confiança.

Melhore sua imagem pessoal, cuidando da sua aparência e da sua qualidade de vida. Procure não deixar seu dia ficar ocioso; planeje-o, faça contatos e fortaleça seu network.

2º. Passo - Elaboração Adequada do Currículo

Um currículo bem elaborado e apresentável aumenta as chances de vir a ser convidado para participar de processos seletivos. Deve ser objetivo, sucinto e no máximo de 2 ou 3 páginas. Evite o currículo datilografado ou preenchido em formulários vendidos em bancas.

Termo correto: "Curriculum vitae" ( do latim, com aspas, primeira letra maiúscula e a segunda minúscula). No plural "Currícula". Adaptado para o português: currículo(s).

3º. Passo - Divulgação

- Defina para qual segmento de mercado quer trabalhar (indústria, comércio, serviços) e faça uma lista de empresas as quais contratariam um profissional com o seu perfil

- Busque fontes que possam fornecer endereços dessas empresas (empresas especializadas em comercialização de mailings, anuários, amigos)

- Acompanhe a divulgação de vagas por classificados e faça a postagem no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte à publicação do anúncio e elabore um controle dos currículos enviados.

- Fique "de olho" nas fontes de divulgação de vagas: Anúncios em jornais, contatos com parentes e amigos (Network), empresas com afinidades com sua experiência e expectativa, assessorias e consultorias, murais de faculdades, órgãos e associações de classe, sites na Internet, Câmaras de Comércio, artigos em revistas, programas de Trainees/ feira de Recrutamento Universitário.

4º. Passo - Preparação Para Participar de Entrevistas

- A ENTREVISTA

A entrevista é o primeiro contato com a empresa e sem dúvida pode causar stress, porém evite-o preparando-se nos mínimos detalhes a fim de não se atrapalhar com nenhum tipo de pergunta. Procure chegar à entrevista marcada, pelo menos com 15 minutos de antecedência, para dar tempo de relaxar do stress do trânsito e, com calma, repensar no que vai falar durante a entrevista, que é o momento no qual você terá chance de realizar a sua grande venda, e exercer seu marketing pessoal. Portanto considere os seguintes detalhes:

- Impacto que causa na chegada
- Aperto de mão firme e vibrante, demonstra segurança
- O entusiasmo deve transparecer em tudo, pois é a qualidade mais desejada pelo empregador
- Num primeiro momento, o entrevistador avalia o profissional através da expressão que traz no rosto e na roupa que veste, por isso procure demonstrar uma expressão saudável, um cabelo bem penteado e uma barba feita com esmero, além de vestir-se discretamente, com sapato e pasta limpos, o que deve transmitir higiene e elegância. O uso de jóias deve ser moderado para ambos os sexos. - Recomenda-se para homens evitar o uso de barba e bigode e usar vestimenta discreta como terno e gravata; para mulheres, uso de saia e blazer
- Conhecimento do produto que você está oferecendo à empresa e o produto que está sendo oferecido à você.
- Seja sempre positivista, pois o negativismo faz o entrevistador perder o interesse
- Nunca diga não. Diga: "podemos considerar". O objetivo é não fechar nenhuma porta
- Mesmo que tenha mágoas ou ressentimentos referente ao emprego anterior, não é o momento para lamentar-se
- Evite discussões e polêmicas desnecessárias, e que possam prejudicar você
- Mostre entusiasmo, deixando claro que procura desafio e envolvimento no trabalho, pois existem poucas pessoas que querem se envolver com o trabalho e que aceitam desafios com entusiasmo
- Procure ser objetivo em suas respostas, que devem conter exatamente o que o entrevistador questionou
- Procure memorizar datas, principalmente de entrada e saída dos empregos anteriores (mês e ano)
- Comente cada palavra de seu currículo com absoluto entusiasmo
- Dependendo da área de atuação, um portfólio com trabalhos realizados é importante para ilustrar as realizações
- Mantenha com você uma lista de ex-empregadores que possam oferecer boas referências profissionais suas
- Procure na Internet, com amigos, na revista Melhores e Maiores (Exame Especial), no Anuário das Indústrias, no Guia de Empresas (Associação Comercial de São Paulo), ou ainda no São Paulo Yearbook (American Chamber of Comerce for Brazil), informações sobre a empresa para a qual está se candidatando; isso demonstra atualização e interesse profissional, além de subsidiar seu interesse pela empresa
- Quem conduz a entrevista é o entrevistador. Você não deve dominar a entrevista, mas sim comunicar o seu valor a um potencial empregador de maneira lógica, objetiva e inteligente. Fique atento aos gestos e as palavras do entrevistador e, então saberá quais os pontos a explorar, quando falar, quando calar e quando finalizar a entrevista
- Questione sobre qual seria a próxima etapa do processo de seleção
- Caso seja oportuno, quando chegar em casa, envie uma carta de agradecimento ao entrevistador; isso demonstra atenção ao selecionador e interesse pela vaga

Perigos que podem prejudicar você na entrevista, mas que podem ser facilmente contornáveis

- Falar mais de 50% do tempo ou interromper o entrevistador
- Entrar numa discussão de assuntos polêmicos (política, futebol, religião ou personalidades em geral )
- Criticar o entrevistador ou a empresa
- Perder a calma e a postura diante de um entrevistador despreparado e nervoso (Esteja psicologicamente preparado para qualquer tipo de entrevistador)
- Divulgar informações confidenciais dos empregadores anteriores
- Mostrar-se ansioso e telefonar para saber o resultado (Só telefone, após 15 dias e seja sutil, sem pressioná-lo)

Perguntas geralmente utilizadas por entrevistadores

( Elabore as respostas numa folha em separado. Depois analise-as como se você fosse um empregador. Isto lhe permitirá rever sua posição e o seu ponto de vista)

1. Quais são seus objetivos profissionais para os próximos anos?
2. O que você procura neste emprego e porque você acha que devemos contratá-lo?
3. Porque você está deixando seu emprego atual ? (ou deixou o último emprego)?
4. Você é capaz de trabalhar sob pressão com prazos definidos?
5. Qual seu estilo/filosofia de administrar/gerenciar?
6. Liste 5 realizações em seu emprego anterior ou em sua carreira.
7. Qual é sua pretensão salarial?
8. Quais os seus pontos fortes e quais os pontos que acha que precisa melhorar?
9. Quanto tempo você precisa para fazer uma contribuição a nossa empresa e quanto tempo pretende ficar conosco?
10. Em qual posição você pretende estar daqui a cinco anos?
11. Qual sua opinião sobre seu superior imediato? (antigo ou atual, se estiver trabalhando)
12. Se pudesse começar sua carreira novamente, o que faria de diferente?
13. Poderia descrever alguma situação na qual seu trabalho tenha sido criticado?
14. Como você avalia a empresa na qual trabalha(ou)?
15. Você se prontificaria a ocupar o cargo do seu superior imediato?
16. Você tem disponibilidade para viajar ou mudar de cidade, estado?
17. Quando pode começar?
18. O que gosta de fazer quando não está trabalhando?
19. Você se considera um líder? Exemplifique.
20. Como participou de planos de metas/redução de custos/aumento de lucratividade?
21. O que os seus subordinados e colegas de trabalho pensam sobre você?
22. O que considera importante em um empregado?
23. Caso tenha demitido empregados, cite exemplos e motivos.
24. Por que escolheu nossa empresa?
25. Fale sobre si mesmo

5º. Passo - Negociação Salarial


Caso a empresa solicite em anúncio que o salário seja mencionado, especifique sua última remuneração como base, deixando a pretensão aberta à negociações.

O salário de um profissional normalmente é condizente com o grau de responsabilidade do cargo que ocupa, já que a maioria das empresas utilizam métodos de pesquisa de salário, considerando-se o ramo de atividade e porte das empresas. Portanto, evite falar sobre pretensão salarial e benefícios no início do processo seletivo. Mas se for questionado, numa entrevista, procure dizer:

- Acredito que a empresa tenha uma faixa condizente com o grau de responsabilidade do cargo. Muito me interessa o desafio profissional que esta posição me oferece, portanto, gostaria que me informassem o que a empresa está oferecendo, pois devo considerar também os benefícios, condições de trabalho, além das perspectivas profissionais...

Caso o salário oferecido não esteja dentro da sua pretensão, não "feche as portas" e procure sentir se a questão salarial é algo que pode ser negociado. Em caso afirmativo, posicione-se somente quando perceber que você é um candidato potencial e qual o interesse da empresa. Outra idéia é pedir um ou dois dias para dar uma resposta. Em condições mais tranqüilas, avalie com calma a proposta, suas vantagens e desvantagens, as condições de mercado e as suas perspectivas em outros processos seletivos, tomando a decisão quando tiver absoluta certeza. Mas não deixe de comunicar à empresa dentro do prazo combinado.

Esta é uma questão delicada, pois, depois de tomada a decisão é praticamente impossível retomar as negociações, por isso, considere também a data-base da convenção coletiva da categoria, plano de benefícios, plano de carreira, localização da empresa e os desgastes com locomoção, solidez da empresa e sua imagem no mercado.

PERFIL DO PROFISSIONAL QUE AS EMPRESAS ESTÃO BUSCANDO HOJE

As empresas hoje estão optando por pessoas competitivas, realizadoras, ansiosas por resultados, enérgicas, entusiastas, decididas e pragmáticas, portadoras de uma carreira vitoriosa, com capacidade de raciocínio rápido, além de líderes capazes de um ótimo relacionamento e de buscar o comprometimento da equipe. E este perfil diz respeito a um ser idealizado a partir das premissas impostas pelas novas leis do mercado consumidor e pela competitividade. Algumas dessas premissas estão determinando as grandes mudanças nas organizações, que são:

- Globalização do mercado e a criação de blocos econômicos
- O diferencial tecnológico inexistente
- Consumidores mais exigentes
- Concorrência mais acirrada e competente e preços mais competitivos
- Produtos e serviços certificados por sistemas de qualidade ISO 9000
- Velocidade e flexibilidade

Empresas importantes no cenário mundial, reconheceram que para atingir suas metas de produtividade não bastava unicamente o forte investimento em tecnologia. Tornava-se também necessário a reformulação da maneira como operavam, isto é, repensar as pesadas estruturas organizacionais, profundamente verticalizadas, e fazê-las operar horizontalmente, de forma que fosse possível ter a agilidade em todos os seus processos de tomada de decisões.

Conhecer e dominar os processos organizacionais, passou a ser fator determinante para a obtenção de resultados positivos e para fazer frente à competitividade. E para isto, tornou-se fundamental as empresas partirem para a definição de um novo cenário onde ser competente na obtenção de resultados já não era suficiente, e onde tornava-se imperativo ter em seus quadros de pessoal, gente capacitada e com amplo potencial de crescimento.

Estas novas premissas determinam a quebra de muitos mitos. Analise o quadro abaixo:

MITOS

Quem está empregado está seguro
Com um diploma o emprego estará garantido
A maneira mais segura de construir uma carreira é permanecer muitos anos na mesma organização, assumindo posições pelo esforço e dedicação
A vida pessoal e profissional não se misturam

NOVA REALIDADE

Só está seguro quem conquistou a empregabilidade
Somente um diploma não garante mais o emprego, é preciso atualização constante
Hoje a carreira é construída pelo conhecimento de várias realidades organizacionais
É impossível ignorar a vida pessoal dos profissionais. O ser humano deve ser visto de forma holística, de modo que todas as variáveis possam interferir no seu desempenho

Portanto, muitas organizações têm dedicado esforços e investido em formas inovadoras de mensuração deste perfil, de natureza puramente comportamental , através de dinâmicas de grupo ou instrumentos individuais de avaliação, tais como grafologia, mapeamento cerebral ou outros testes psicotécnicos, buscando sempre contratar profissionais dentro dessa nova realidade. E este perfil, tão valorizado em qualquer processo de seleção, trata-se de:

- Visão generalista
- Postura empreendedora
- Qualidade da comunicação
- Autocrítica
- Flexibilidade frente às mudanças
- Capacidade de planejamento
- Capacidade de trabalhar em equipe
- Capacidade de energização de pessoas
- Liderança
- Postura positiva em relação a riscos
- Formação consistente

Todas as mudanças apontam na direção da maior valorização dos recursos humanos, pois, de fato, aí está a grande oportunidade das empresas terem o seu diferencial competitivo.

Se, de um lado, isto dificulta o ingresso nas organizações, de outro dá o referencial para que o profissional busque seu desenvolvimento comportamental, estando assim melhor qualificado.

O mundo muda a cada instante, e a cada piscar de olhos. Um bom exemplo é a Internet, e por isso hoje é tão necessário o conhecimento de outros idiomas e o domínio de informática. Novas informações e negócios surgem nessa rede a cada momento. O mundo está ligado, on line, em tempo real, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Você está preparado para digerir as transformações que essas mudanças impactam em sua vida?

No passado, um profissional que fosse honesto e tivesse perseverança e boa vontade, conseguia muito sucesso. Hoje é preciso muito mais, além de boa vontade, dedicação, ética, honestidade e transparência, ele precisa ser rápido em suas decisões, ser polivalente, ter um excelente network, agregar um valor diferente ao seu cliente, resgatar a humildade para estudar e para aprender. A pessoa que não tiver a postura de humildade para acreditar que um livro ou um professor pode ensinar alguma coisa, nunca vai aprender nada.

"Mas para você fazer tudo isso, precisa estar bem consigo mesmo e se gostar. A auto-estima é o que nos move e nos leva adiante.

Desempenhar papéis é o destino de cada um de nós em todos os momentos de nossa vida, e todos eles têm seu lado bom e seu lado menos agradável. É necessário que aprendamos a enfrentá-los com dignidade.

Como anda sua auto-estima? Você ama seu trabalho? Pense nisso. A vida é muito importante e o trabalho é importante para a vida. Não se deve percorrê-la fazendo algo que não se goste. Só a atividade que nos dá prazer nos recarrega de energia.

Acredite em você. Procure dentro de você qual o tipo de trabalho o faz sentir-se confortável e feliz e vá em busca de sua paixão!"

Sucesso !!!
PALMAR ASSESSORIA EM RECURSOS HUMANOS S/C LTDA.
CNE - Central Nacional De Empregos
 
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DICIONÁRIO DO PROCESSO SELETIVO

Imagine a situação: você é chamado para uma vaga de emprego, passa por uma dinâmica de grupo, algumas avaliações psicológicas e fica ansioso aguardando o retorno. Geralmente, parte dessa ansiedade deve-se ao fato de que muitas coisas que foram comentadas e feitas durante o processo seletivo você não conseguiu entender. São técnicas, termos, expressões que confundem e muitas vezes transformam os selecionadores em carrascos do emprego.
Para que você entenda melhor o significado de cada termo utilizado pelos profissionais de Recursos Humanos durante os processos seletivos, o Empregos.com.br, com a colaboração de Célia Gallo, diretora da Companhia de RH, elaborou o Dicionário do Processo Seletivo:

Processo seletivo:
Escolher alguém que apresente o perfil desejado para ocupar algum cargo disponível pela empresa.

Anúncio:
É o momento em que a empresa declara publicamente, através dos veículos de comunicação e da internet, a necessidade de contratar um profissional para atuar em algum cargo disponibilizado por ela.

Fonte:
São os locais que podem disponibilizar os currículos do profissional que a empresa busca. Essa fonte pode ser o banco de currículos da própria organização, sites de empregos ou instituições de ensino. Por meio das fontes, é possível selecionar currículos com critérios específicos.

Triagem:
É o momento de analisar os currículos das pessoas que se interessaram pela vaga anunciada. Seu objetivo é escolher os candidatos que têm condições de passar para uma seleção mais rigorosa. Essa triagem pode ser realizada através das informações contidas no currículo, pessoalmente ou por telefone. As duas últimas formas também podem ser chamadas de entrevistas preliminares de triagem.

Perfil do cargo:
Conjunto de funções e atividades que o profissional irá desempenhar e as competências e comportamentos que deve apresentar.

Perfil profissional:
Conjunto de habilidades apresentadas pelo candidato, que podem ser ou não compatíveis com as exigidas pelo cargo.

Entrevista:
É realizada com quem passou pelo processo de triagem. Tem o objetivo de aprofundar as informações do currículo e conhecer melhor o candidato. Este, por sua vez, pode fazer uma ou várias entrevistas. Geralmente, ele conversa primeiro com o profissional de Recursos Humanos da própria empresa ou de uma consultoria terceirizada. Depois, o candidato conversa com a pessoa que está contratando, com seus superiores, pares - colegas de trabalho da mesma área - e, dependendo do cargo, com seus subordinados e até mesmo com fornecedores da empresa.

Técnicas de processo seletivo:
São atividades aplicadas pelo selecionador para avaliar de forma prática as habilidades buscadas no candidato à vaga. São as dinâmicas de grupo, provas situacionais e avaliações psicológicas.

Dinâmica de grupo:
São diversas atividades aplicadas com o objetivo de analisar o desempenho do candidato em equipe e detectar comportamentos e competências compatíveis ao cargo pretendido pelo candidato. Durante as atividades, o selecionador observa a performance de cada integrante.

Provas situacionais:
Simulações de problemas rotineiros ocorridos na empresa em que o candidato deverá atuar como se já estivesse contratado. Quanto mais alto o cargo, menor a possibilidade do selecionador aplicar testes como esses. Eles são bastante utilizados para a contratação de trainees e estagiários.

Avaliação psicológica:
São diversos testes aplicados durante o processo seletivo para analisar a intelectualidade, personalidade e a coordenação motora do candidato. Nem todas as empresas aplicam esse tipo de teste.

Feedback:
Também chamado de devolutivo, é uma resposta dada ao candidato sobre o seu desempenho e a sua situação no processo. Por meio do feedback, o candidato pode saber os motivos pelos quais ele foi ou não escolhido pela empresa.

Carta de agradecimento:
É uma correspondência que algumas empresas mandam para agradecer pela sua participação no processo seletivo.

E agora, ficou mais fácil entender o que se passa no trabalho dos selecionadores? Com esse dicionário as etapas ficam mais claras, o que lhe dá a possibilidade de enfrentá-las com mais segurança. Boa sorte!
 
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DIREITOS DO TRABALHADOR TEMPORÁRIO

Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos:

Remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente calculados à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo regional;

Jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas, com acréscimo de 20% (vinte por cento);

Férias proporcionais, nos termos do artigo 25 da Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966;

repouso semanal remunerado;

Adicional por trabalho noturno;

Indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido;

Seguro contra acidente do trabalho;

Proteção previdenciária nos termos do disposto na Lei Orgânica da Previdência Social;

Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social na condição de temporário.

http://www.asserttem.com.br/
 
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DÚVIDAS E PERGUNTAS SOBRE DIREITOS E OBRIGAÇÕES DE DOMÉSTICAS

1) Quem é considerado empregado doméstico?

É todo aquele que presta serviço de forma contínua, a pessoa ou família, na cidade ou no campo, no âmbito residencial, considerado atividade sem fins lucrativos. Alguém que presta serviços para outra pessoa, dentro de alguma atividade considerada lucrativa, como uma propriedade rural, não é empregado doméstico e portanto estará sujeito a todas as obrigações, direitos e deveres estabelecidos na lei brasileira. A atividade dos empregados domésticos e seus direitos básicos estão previstos na Lei n.º 5.859 de 11 de dezembro de 1972. Se o empregado doméstico passar a trabalhar na empresa de seu contratante, passar a ser um empregado como outro qualquer. São empregados domésticos: Cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineira, motorista particular, enfermeira do lar, jardineiro, copeira, caseiro.

2) Qual a diferença entre empregado doméstico e diarista?
Na verdade os dois são empregados domésticos, com a diferença que a diarista, por não ter vínculo empregatício, não tem os mesmos direitos que são por lei assegurados aos empregados domésticos.

3) Quando que a diarista passa a ser empregado doméstico?
Não é uma matéria muito pacífica. O tema é bastante polêmico na justiça do trabalho. Algumas decisões têm entendido que ela passa a ser empregada doméstica, se o serviço é prestado em caráter contínuo, mais de duas vezes por semana. A partir daí pode ser caracterizado o vínculo empregatício. Muitos especialistas recomendam que seja assinada a carteira de trabalho também da diarista e que seja recolhido o INSS, como medida preventiva.

4) Enfermeira pode ser considerada empregada doméstica?
Há decisões da justiça do trabalho que reconhece que sim, desde que ela exerça suas atividades profissionais a uma única pessoa, em residência.

5) O empregado doméstico pode realizar seus serviços na empresa do patrão?
Não pode, pois assim passa a ser considerado um trabalhador urbano, sujeitos a todos os direitos e obrigações trabalhistas como qualquer outro funcionário.

6) Quem presta serviços de limpeza em condomínios, mesmo que como diarista, é empregado doméstico?
A justiça do trabalho tem entendido que não.

7) Qual é o prazo para a assinatura da carteira de trabalho do empregado doméstico?
O prazo é de 48 horas, após o início da prestação dos serviços.

8) Quais são os documentos que o empregador pode exigir cópias e sua exibição no momento da contratação de empregado doméstico?
Carteira de Trabalho, Carteira de Identidade, Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento, Certificado de Reservista ou Carteira de Identidade Militar, Título de Eleitor e CPF.

9) Quais são os documentos necessários para a inscrição no INSS?
São os seguintes: CPF, Identidade e Título de Eleitor. O cadastramento é feito pelo INSS ou pelos CORREIOS.

10) Como assinar a carteira de trabalho do empregado doméstico?
É só preencher os campos especificados na primeira página em branco que tiver "contrato de trabalho" escrita no topo, com os seguintes dados:

a) Nome do empregador: nome do patrão;
b) Espécie de estabelecimento: residência (sítio, chácara etc.);
c) Data da admissão: a data do início das atividades;
d) Cargo ou função: discriminar a função (empregada doméstica, babá, cozinheira, motorista etc.);
e) Código CBO, conforme tabela do Ministério do Trabalho.
f) Salário ajustado: não poderá ser inferior ao mínimo fixado por lei e deve ser pago mediante recibo assinado pelo empregado.
g) Data de saída: preenchida quando a empregada for demitida.
h) Outras Anotações:
i) Férias: data do início e término e o período aquisitivo;
j) Alterações Salariais: Anotar as Alterações de Salário, Data, Valor, Motivo e possível alteração na função.

11) Pode existir contrato de experiência entre o empregado e o empregado doméstico?

Não, pois a obrigação do empregador é a de registrar no máximo em 48 horas a carteira de trabalho.

12) Quais são os descontos legais sobre o salário do empregado doméstico?
a) falta ao serviço não justificada (os atestados não são descontados);
b) até 6% (seis por cento) do salário básico a título de vale transporte (o custo excedente ao valor deste desconto deverá ser coberto pelo empregador)
c) INSS nos seguintes percentuais: (valores aplicáveis a partir de 01 de janeiro 2004 - PORTARIA Nº 12, DE 6 DE JANEIRO DE 2004 - MPS)
Salário até R$ 720,00 alíquota de contribuição de 7,65%;
Salário de R$ 720,01 a R$ 1200,00 alíquota de 9,00 %;
Salário de R$ 1200,01 a R$ 2400,00 alíquota de 11 %, que é o limite máximo de contribuição.
d) Moradia e alimentação não existe previsão legal sobre estes descontos. Recomendamos realizar somente os descontos decorrentes de lei.

13) O empregador pode exigir atestado de boa conduta do empregado doméstico, para a sua admissão?
Legalmente não há essa previsão, mas entendemos que mesmo assim, em função de que o empregado doméstico irá ficar quase que o tempo todo no lar da família, isso pode ser feito.

14) Quais sã os direitos trabalhistas a que têm direito os empregados domésticos?
a) Carteira de Trabalho devidamente assinada e anotada desde o 1º dia de trabalho;
b) Salário mensal nunca inferior ao salário mínimo fixado em lei;
c) 01 (um) dia de repouso por semana, de preferência aos domingos;
d) Décimo Terceiro Salário, pago da seguinte forma: metade até o dia 30 de novembro de cada ano, e a outra metade até 20 de dezembro. (fração igual ou superior a 15 dias considera-se como mês completo)
e) Vale transporte para deslocamento casa/trabalho e vice-versa;
f) Férias de 20 (vinte) dias úteis. Nos primeiros 12 meses de trabalho, o empregado adquire o direito às férias. Nos 12 meses seguintes o empregador deve, obrigatoriamente, conceder os 20 dias de férias do empregado. Quem escolhe quando o empregado tira férias é o empregador. .( Ver ítem sobre férias 20 ou 30 dias )
g) Adicional de férias: este adicional, é pago toda vez que o empregado entra em férias, e consiste em 1/3 do salário.
h) Licença maternidade de 120 (cento e vinte) dias. O salário maternidade poderá ser requerido no período de 28 (vinte e oito) dias antes do parto, ficando mais 92 (noventa e dois) dias afastada após o parto, independente de carência;
i) Licença paternidade de 5 (cinco) dias corridos, contados da data de nascimento do filho;
j) Auxílio doença e aposentadoria por invalidez, respeitada a carência pelo INSS.
k) FGTS -(Facultativo) - depende de acordo entre as partes.
l) Seguro Desemprego - Somente para domésticas com depósito no FGTS têm direito ao Seguro Desemprego.

15) Quais são os direitos a que os empregados domésticos não tem direito?
a) Indenização por Tempo de Serviço;
b) Estabilidade;
c) Salário-Família;
d) Adicional Noturno;
e) Horas Extras;
f) Aposentadoria Especial;
g) Jornada de Trabalho fixada em lei. A jornada de trabalho é acertada entre as partes

Atenção, as informações constantes deste site estão sujeitas a modificações, em virtude de alteração da legislação, bem como de decisões da Justiça do Trabalho e forma de trabalho da Agência. O EmpregosJA não se responsabiliza por isso, bem como pelo seu uso. A finalidade é apenas informativa, não existindo em relação a isso qualquer tipo responsabilidade ou de vinculação com a nossa Empresa, exceto nos casos de contratação de nossos serviços.
 
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DÚVIDAS TRABALHISTAS

Muitas empresas têm em seus quadros trabalhadores não contratados, que recebem como prestadores de serviços. Em caso de demissão, quais são os direitos do funcionário? Quando há a prestação de serviços sem vínculo empregatício, o trabalhador não é considerado funcionário, mas colaborador ou trabalhador autônomo, não estando abrangido pela legislação trabalhista. Conseqüentemente, se esses trabalhadores não foram admitidos como empregados não têm direito a férias, 13º salário, avisos prévios, depósitos do FGTS, etc.

Caso essa contratação tenha sido efetuada com o intuito de burlar a legislação para evitar os encargos obrigatórios e pagamento das verbas trabalhistas, sem dúvida alguma constitui fraude, podendo o trabalhador buscar seus direitos. No caso de fraude, o trabalhador terá de provar judicialmente o vínculo de emprego. Se provado tal fraude, poderá ser determinado o pagamento do seguro desemprego pela entrega das respectivas guias ou, ainda, que seja a empresa responsabilizada a indenizar os respectivos valores.

Como o trabalhador pode provar vínculo empregatício? O vínculo empregatício poderá ser comprovado por meio de: documentos e testemunhas demonstrando a subordinação hierárquica, obrigatoriedade de comparecimento diário aos serviços, controle sobre o trabalho desenvolvido, dependência econômica, local próprio para a prestação de serviços nas dependências da empresa, dentre outros.

É interessante buscar um acordo com a empresa? Existindo efetivamente o trabalho subordinado, embora não tenha havido o registro do empregado, pela lei está caracterizada a fraude. Neste caso o trabalhador poderá celebrar um acordo com a empresa, recebendo os direitos que entende lhe satisfazer.

Onde a pessoa deve dar entrada no caso? O acordo poderá ser celebrado diretamente com o empregador, ou caso não seja aceito, poderá ser perante à Comissão de Conciliação Prévia ou, ainda, na Justiça do Trabalho.

É preciso ajuda de algum advogado? Não há necessidade da presença do advogado, pois mesmo na Justiça do Trabalho a reclamação poderá ser verbal. Porém, considerando a necessidade de produção de provas, convém sempre que haja o acompanhamento de advogado, que poderá dar melhor seqüência ao processo.

O trabalhador autônomo (ou prestador de serviço) tem direito a algum tipo de benefício? O trabalhador autônomo ou prestador de serviços terá somente os direitos estabelecidos no contrato de prestação de serviços celebrado entre as partes. Assim, se constar o pagamento de indenização pela rescisão do contrato, por iniciativa patronal, o trabalhador terá direito a receber essa parcela. Poderá também ser estabelecida a obrigatoriedade de concessão de pré-aviso para a rescisão ou pagamento indenizado desse período.
 
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EMPREGABILIDADE

A IDADE E A COMPETÊNCIA A CAMINHO DA RECONQUISTA DO ESPAÇO NO MERCADO DE TRABALHO


M.Bernadete Pupo


O preconceito da idade começa a ceder espaço aos “ quarentões”, que até há muito pouco tempo estavam relegados à espera do sistema previdenciário. Hoje, a tendência do empresariado é a de unir o potencial do jovem com a “experiência dos mais experientes”.

O diferencial está exatamente em contratar profissionais ativos, atualizados e que tenham acesso às informações gerais e específicas de sua área de atuação. Trata-se de buscar competências agregadas pela via do conhecimento específico e pela multifuncionalidade que tornam o profissional apto a uma recolocação no mercado de trabalho. Aliás, um dos conceitos do termo empregabilidade é exatamente o de tornar-se “apto” para manter-se no emprego e ao mesmo tempo “atraente” ao mercado de trabalho.

Forçadas pela concorrência e pela busca constante da competitividade, as empresas estão aos poucos re-adequando suas necessidades. Percebe-se que quando a empresa precisa de talentos com potencial é através de programas de trainees que ela procura jovens. Mas, se o cargo requer disseminação de valores e competência, ela contrata pessoas mais experientes.

Um exemplo vivo dessa afirmativa pode ser encontrado nos classificados de emprego impressos e eletrônicos (internet), onde várias são as propostas de emprego atingindo a faixa etária acima dos 40 anos.

Na verdade, o que se observa é que o estereótipo da discriminação pela idade foi culturalmente instaurado, no entanto, as mudanças tecnológicas que vivemos hoje montam um palco para um ambiente novo onde a competitividade e a quebra de paradigmas é o centro.

De qualquer forma, nossa proposta para as empresas é que essas se apoiem no bom senso e na capacidade de discernir os valores dos profissionais; que suas decisões sejam cada dia mais sábias, obtendo assim resultados relevantes e mais consistentes.

Que os “quarentões” vençam pela competência e lutem pela ação transformadora, ressaltando o talento, a iniciativa pessoal e a visão holística tão apregoada nos dias hoje, deixando de lado o preconceito da idade que só os envelhecerá precocemente!

Este é o desafio!

Bernadete é Coordenadora do Depto. de RH do Centro Universitário FIEO.
 
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EMPREGADORES DESCONFIAM DOS SUPERQUALIFICADOS

Apesar de o mercado de trabalho exijir cada vez mais competências sofisticadas dos candidatos, o fato é que um super currículo não abre necessariamente todas as portas
MAYSA S. PENNA

Engenheiro mecânico com pós-graduação em engenharia de qualidade no Arizona (EUA) e em engenharia mecânica em Nagoya (Japão), com pleno domínio de inglês e espanhol e fluência em francês, alemão e japonês, e mais de cinco anos de experiência como gerente de marketing para a América Latina. Aos 40 anos de idade e um currículo desses, Fábio Satoru pensou em muitas coisas quando, há um ano, procurou uma recolocação no mercado de trabalho. Só não imaginou que a pergunta que mais enfrentaria seria: 'Mas, para que tanto estudo, meu rapaz?'

Satoru hoje é gerente de vendas para a América hispânica da BSB, multinacional do setor de tecnologia. Ele faz parte de um seleto grupo de profissionais conhecido como superqualificados, aqueles que possuem um conjunto de qualidades que os credenciaria a cargos bem mais elevados do que o estão se candidatando. 'Minha última posição antes de procurar uma nova vaga foi na Du Pont, onde era gerente de marketing para a América Latina. Saí de lá em 95 para trabalhar como consultor mas há um ano voltei ao mercado procurando recolocação. Nunca pensei que minhas qualificações fossem aumentar a bateria de perguntas que eu tive de responder nas entrevistas de seleção', conta o executivo.

Na verdade, embora o mercado de trabalho exija cada vez mais competências sofisticadas dos candidatos, o fato é que um super currículo não abre necessariamente todas as portas. Pelo menos é o que se depreende do cuidado que headhunters e consultores têm para recolocar um superqualificado.

Segundo Iêda Novais, presidente da Mariaca e Associados, é comum encontrar superqualificados disponíveis no mercado, seja por causa de fusões, seja por conta de reestruturações nas empresas. 'Quando isso acontece, procuramos investigar profundamente todas as suas características, inclusive pessoais, porque é quase certo que ele não ficará muito tempo numa posição inferior à que ocupava antes', diz ela. Por isso, a Mariaca evita recolocar profissionais em posições menores, por mais que eles se mostrem dispostos a aceitar. 'Sabemos que logo depois do alívio de encontrar um novo trabalho virá a inquietação e insatisfação e a empresa vai perdê-lo em pouco tempo', explica Iêda.

'As pessoas aceitam baixar suas expectativas no momento de ansiedade por uma nova colocação, porque temem não conseguir um novo posto', explica Mozart

Amaecing Langbeck, gerente de gestão do capital humano da Deloitte Touche Tomatsu. Na maior parte das vezes, são executivos que não esperavam perder seus empregos e não se prepararam para isso. 'Quando nos deparamos com essa situação, evitamos a recolocação e encaminhamos o executivo para um aconselhamento de carreira', afirma.

Mas não é apenas a disposição de aceitar uma posição inferior que levanta suspeitas. Segundo a psicóloga Sarah Said Cristina de Souza, diretora da Alphalaser/Dow Right, algumas empresas receiam que o superqualificado acabe criando efeitos colaterais perigosos, como o desmantelamento de equipes decorrente da independência natural com que atuam, deixando os companheiros para trás e, claro, insatisfeitos e frustrados. 'Conduzi diversos processos complicados', afirma ela. 'Num deles, foram tantos os currículos superqualificados para uma vaga de assistente de marketing de uma empresa de tecnologia que o gerente da área se assustou, não contratou ninguém e fechou a vaga.'

'É muito comum a empresa contratante não aceitar o superqualificado por desconfiar de que possa haver algo de errado com ele', afirma Aline Zimermann, sócia da Fesa/Asap. 'E, muitas vezes, de fato há uma grande ansiedade por encontrar logo um novo trabalho. Passados os primeiros momentos, porém, o executivo começa a se inquietar com uma posição abaixo de suas qualificações', garante ela.

No caso de Satoru, o cargo que pleiteava não era inferior à sua última posição, mas seu grande preparo acadêmico intrigava os entrevistadores. 'Eu explicava que cada posição que ocupei exigia novos conhecimentos e eu ia buscá-los', conta ele. 'Sinto que foi minha capacidade de adaptação e flexibilidade, demonstradas nas entrevistas pessoais, que me garantiram uma nova colocação', admite ele.

Os consultores admitem que se por um lado os superqualificados sempre terão colocação num mercado cada vez mais ávido por profissionais capacitados, por outro as dificuldades são grandes e a quantidade de superqualificados disponíveis é maior do que possa parecer. Uma pesquisa internacional concluída recentemente pela consultoria DBM confirma a situação. Dois terços das 450 maiores corporações multinacionais (quatro delas brasileiras) trocaram seus CEOs nos últimos cinco anos. Desse total, metade delas fez a troca por causa de processos de fusão ou aquisição. Em 85% desses casos, os novos dirigentes foram recrutados dentro dos quadros internos das próprias organizações, o que deixou para o mercado um grande contingente de superqualificados à procura de recolocação.

'No nível gerencial a quantidade de superqualificados que chegam ao mercado por causa de fusões e reestruturações é ainda maior', afirma Aline Zimermann sócia da Fesa/Asap. Para todos eles, o conselho que a headhunter dá é analisar friamente a situação e suas reais condições de carreira, antes de aceitar qualquer proposta, por melhor que pareça. 'O mercado está carente de bons profissionais, não é preciso ter pressa', garante ela.

GAZETA MERCANTIL +- no ano 2000, mas o assunto continua atual.
 
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FALE CORRETAMENTE

Estabelecer uma comunicação eficaz pressupõe alguns cuidados fundamentais. Sua imagem, pode ser seriamente comprometida pela forma como você fala. Falar com educação apenas não é o suficiente. É importante falar de forma correta, utilizando inflexões de voz adequadas ao contexto.

Erros básicos ferindo regras básicas gramaticais são imperdoáveis. Exemplos: A eliminação do plural: "Nós vamo"..."Os carro"... Ou ainda frases do tipo: "Para mim consertar" que confunde quem faz, com quem sofre a ação. O Correto: "Ela trouxe a caixa para mim, para eu consertar".

AJUSTE O VOLUME: Falar alto ou baixo demais também prejudica sua comunicação. Ajuste o volume e o tom de sua voz ao local e ao número de pessoas, procurando falar de forma clara e eloqüente.

VIVA SUAS PALAVRAS: Coloque vida e emoção no que está dizendo. Agindo assim, você desperta a atenção das pessoas e suas chances de êxito são bem maiores. Use adequadamente as pausas, o ritmo e, principalmente, a ênfase para colocar entusiasmo em sua performance verbal.

Uma solução simples e interessante para falar melhor, é criar o hábito de ler mais. Esse hábito, além de aumentar a correção e a fluência, enriquece o vocabulário e os conhecimentos. No mundo globalizado, para que você possa competir profissionalmente, é preciso apresentar diferenciais que aumentem suas chances de empregabilidade e o maior conhecimento proporcionado pela leitura sem duvida contribui positivamente.
 
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FORÇA DE TRABALHO DO ANO 2000: AS APTIDÕES GERENCIAIS

Sem levar em consideração sua posição na hierarquia ou seu título no cartão de visitas, os gerentes efetivos - aqueles que terão destaque nos próximos anos - são excelentes em seis competências específicas:

Comunicação. Os gerentes efetivos definem claramente o que esperam de seus colaboradores.

Feedback. Os gerentes efetivos fornecem feedback espontâneo, regular e contínuo, tanto nos aspectos positivos quanto nos negativos do desempenho dos colaboradores. O feedback é baseado em padrões de desempenho claramente comunicados, que desafiam os subordinados para que superem seu conhecimento.

Pessoas. Os gerentes efetivos equilibram as preocupações de produção e desempenho com empatia aos indivíduos e estão comprometidos em fomentar o desenvolvimento dos subordinados.

Liderança. Seu trabalho os satisfaz e eles se sentem à vontade para lidar com as questões de influência, conflito e responsabilidade.

Produtividade. Esperam alto desempenho dos subordinados.

Gerenciamento. Estabelecem sistemas para revisar e monitorar o desempenho dos funcionários e processos. Esses sistemas incorporam expectativas e objetivos planejados e auxiliam os esforços dos funcionários para que desempenhem bem.

APTIDÕES PARA O SUCESSO


A excelência não ocorre acidentalmente. Os executivos que desejam gerenciar, com sucesso, a força de trabalho além do ano 2000, devem:

1. Delegar poder aos demais. Como gerente, você precisa compartilhar poder e informações com os outros, solicitar inputs e premiar pessoas. Além disso, terá pessoas mais como um colega do que como um colaborador, estimulando a participação e compartilhando responsabilidade.

2. Desenvolver outros. Ajude o desenvolvimento dos outros através da instrução, mentores, criação de oportunidades de crescimento e delegação. Conheça e aconselhe os funcionários sobre seus interesses e carreiras. Individualize o treinamento para ajudar a satisfazer as metas profissionais deles.

3. Promova a diversidade. Encare a diversidade como um ativo, não uma ameaça. Faça um esforço para compreender as diferentes culturas e facilite a integração entre os diferentes pontos de vista da força de trabalho.

4. Facilite a mudança. Apoie os funcionários por meio da identificação e influência nas mudanças na política, sistemas e práticas que irão satisfazer as suas necessidades.

5. Comunique de modo responsável. Declare suas expectativas, faça perguntas para melhorar a compreensão.

ATRIBUIÇÕES

Os empregos que serão criados para um gerenciamento flexível não devem ser descritos em termos de tarefas, experiência ou credenciais. Ao contrário, serão descritos pelos comportamentos ou características que os candidatos demonstrarão. Por exemplo:

1. Ao invés de relacionar tarefas, apresente uma relação de resultados - os produtos, serviços ou informações pelos quais as pessoas são remuneradas para produzir ou entregar -. Por exemplo, os resultados de um gerente de desenvolvimento de recursos humanos poderiam incluir a transferência de aptidões de desenvolvimento de carreira aos alunos, implementar estratégias de mudança e facilitar discussões de grupo. Descrever outputs, ao invés de tarefas, capta a essência de um cargo mais claramente.

2. Descreva a cultura do grupo de trabalho - como os membros trabalham juntos, se socializam e se ajudam.

3. Descreva os relacionamentos que são importantes para obter a realização do trabalho.

4. Escreva as descrições de atribuições do cargo de modo "orientado ao usuário" que apresentem, por exemplo, a complexidade de outputs ou competências, características do ambiente de trabalho, condições especiais (viagem, jornadas diferenciadas ou prazos rígidos) e relacionamentos-chave com outras pessoas ou áreas.

GERENCIAMENTO FLEXÍVEL


O projeto flexível se baseia nas responsabilidades, na competência e na contribuição da pessoa à organização, ao invés de necessidades artificiais, como experiências ou até mesmo educação formal. Os gerentes que utilizam o gerenciamento flexível no projeto do emprego:

1. prevêem sistematicamente as necessidades da força de trabalho de sua empresa.

2. Projetam sua organização em função de resultados como produtos, serviços, programas ou informações, ao invés de recursos como cargos, estrutura organizacional ou tecnologia.

3. Identificam as necessidades de desempenho e capacidades individuais necessárias para produzir esses resultados.

4. Tornam o projeto do emprego um processo contínuo com base (a) nas necessidades futuras e atuais de sua organização, (b) capacidades, motivação e prioridades de desenvolvimento individuais e (c) as capacidades atuais, motivos e desenvolvimento de prioridades de outros na organização ou equipe de trabalho.

5. Revisam e avaliam o trabalho para colocar os indivíduos em faixas mais ampliadas de salário em seus outputs. Isso permite flexibilidade máxima no projeto do trabalho sem a necessidade de ajustar constantemente as estruturas.

6. Tratam as metas de desempenho como descrições de atribuição do cargo.

7. Fornecem aos gerentes e colaboradores as informações de que precisam para ajudar a definir suas tarefas, gerenciar o desempenho e guiar o desenvolvimento.

MENTOR
Instruir, dirigir e ensinar um por um são meios utilizados durante séculos nos sistemas de aprendizado para treinamento dos artesões. Os colaboradores de hoje, novos ou menos aptos, podem se beneficiar de um relacionamento personalizado similar, mas que fica em algum lugar entre o processo formal de encontrar mentores e protegidos e um que simplesmente estimula o mentor, possibilitando que as pessoas se liguem por si mesmas.

PRÊMIOS
Os prêmios são relativos. Seu valor varia consideravelmente segundo o histórico, expectativas e prioridades dos funcionários. Quais são as suas opções? Você poderia basear os prêmios em critérios como desempenho, qualidade, pontualidade ou serviço a comunidades. Eles podem ser tangíveis (dinheiro) ou intangíveis (reconhecimento, folgas ou designações especiais).

Reinaldo A. Moura,
Diretor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
 
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MOTIVAÇÃO: O COMBUSTÍVEL DA EMPRESA

O profissional deve diariamente tomar uma injeção de ânimo para estimular a produção e o bom desenvolvimento da empresaComodismo e falta de entusiasmo podem ser os grandes inimigos de sua vida profissional. A palavra-chave do momento é a “motivação”. O que as empresas buscam para seu time são pessoas capazes de encontrar estímulo no que fazem. A exigência por profissionais motivados não é à toa. Eles são responsáveis pelo alcance de resultados mais produtivos nas instituições.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, e publicada no livro de Richard Barret, traz dados significativos: quando os funcionários se sentem motivados no trabalho, a produtividade é no mínimo duas vezes maior do que quando isso não ocorre. Aquele profissional que enxerga o trabalho como um sacrifício, ou está sempre resmungando diante de mudanças, não é valorizado pela empresa.Mas como se sentir motivado? A motivação está estritamente ligada à satisfação e a determinação pessoal do profissional.

O funcionário que se sente realizado e que tem metas traçadas sabe lidar com obstáculos. Ao vencer uma dificuldade e alcançar um objetivo, facilmente a motivação aparece.Mas essa missão não cabe somente ao funcionário. A empresa também é responsável por manter em alta o astral dos funcionários. É o que pensa a diretora comercial da SPOT, Cláudia Montenegro. Para ela, os segredos para o alcance da motivação são: estabelecer metas, envolver toda equipe nas tarefas e mostrar a importância do trabalho de cada um. “É preciso repartir os lucros da vitória, dividindo reconhecimento e sucesso”, ressalta Montenegro.

Buscar desafios é outra maneira de alcançar motivação no trabalho. O profissional responsável em buscar soluções para problemas e novas experiências toma iniciativa, em vez de esperar dos outros. Quem está motivado tem autocrítica e buscar fazer o melhor.
DicasReaja diante dos errosEsforçe-se para mudar as situações de erro, não se acomode se elas estão lhe fazendo mal. Procure dar prioridade àquilo que vai lhe ajudar a atingir seu objetivo. Reveja seus propósitos, avalie as falhas, busque soluções com colegas e chefe.Analise se está na empresa certaÉ preciso descobrir o que o estimula, de verdade, para escolher o trabalho que permita à sua motivação aparecer.

Caso algo não lhe agrade na rotina de trabalho, pense numa mudança, conversando com o chefe e a equipe de sua organização. Não se contamine com o desânimo dos colegas de trabalhoA desmotivação contamina como um vírus. Afaste-se dos reclamões.Dê a importância adequada ao trabalhoSaiba conciliar o trabalho com a vida, ele não deve ser a única fonte de satisfação, pois, se algo der errado a frustração e a desmotivação serão muito maiores. Prepare-se para mudançasAs mudanças fazem parte da vida de qualquer empresa. E além das mudanças do ambiente, e da rotina do trabalho, você também precisa mudar para se desenvolver.Tenha metas realistas

Não assuma atividades que exijam muito mais do que você pode oferecer. Uma demanda maior do que a capacidade de gerenciamento acabará gerando frustrações e, consequentemente, desmotivação. O mesmo raciocínio vale para atividades que estejam muito abaixo da sua capacidade. Se você não se sentir desafiado, dificilmente ficará entusiasmado.Concentre forças no que o motivaAlém de concentrar esforços na tarefa a que se propõe, você deve procurar enxergar os fatores que inibem sua motivação. Tensão, ansiedade, falta de confiança em si mesmo são “inimigos da motivação".

Fonte: as dicas são da revista Você, da Editora Abril
 
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MUNDO CORPORATIVO

Os tempos mudaram e antigos posicionamentos já não têm espaço no mundo corporativo. Atualmente o executivo que deseja destacar-se deve manter uma postura ativa, relacionando-se com todos os colaboradores da empresa, falando abertamente e sabendo se colocar diante de seus superiores. Enfim, o executivo que deseja obter sucesso, deve se fazer notar.

Passar muito tempo trabalhando em uma mesma empresa, ocupando um único cargo pode fazer com que muitos profissionais se sintam infelizes profissionalmente. Se a sua posição não está alinhada de maneira adequada com a sua remuneração e idade, é provável que a sua empregabilidade esteja em jogo.

Um dos meios de prosperar profissionalmente é manter-se ativo no mercado, ou seja, não permanecer durante um longo período em uma mesma empresa, ocupando um mesmo cargo.

Quando o executivo passa muito tempo trabalhando em uma mesma corporação, sem receber promoções ou aumento de remuneração, é sinal de que a empresa tem pouco a oferecer no sentido de crescimento profissional, por isso é hora de pensar em mudar.

No entanto, uma mudança de emprego no momento em que o executivo goza de uma carreira estável, pode ser um passo arriscado. Para não correr riscos, é essencial que haja um profundo planejamento de carreira, com definição clara de estratégias e objetivos.

Lembre-se que mais importante do que mudar de emprego é mudar bem, para garantir a sua satisfação e crescimento profissional.
 
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NÃO ENTRE NA CONTRAMÃO DO EMPREGO

por Camila Micheletti

Todos sabemos que a busca por um novo emprego é uma tarefa árdua e constante, que só acaba quando encontramos no mercado uma vaga que venha de encontro com o nosso perfil e as nossas aspirações profissionais.

Mas a empreitada deve ser feita de forma muito criteriosa, para você não comprometer o seu nome e a sua recolocação. Neste caso, o velho ditado "Não coloque o carro na frente dos bois" é muito válido.

Por exemplo, ao visualizar o anúncio de uma vaga de emprego, seja aqui no Empregos.com.br, em classificados de jornal ou em qualquer outro meio de comunicação, você logo quer saber se a empresa tem vagas na sua área e cargo, certo? Não havendo essa possibilidade, o que você faz?

Se a sua resposta for "Mando meu currículo mesmo assim", muito cuidado. Segundo as empresas que anunciam as vagas no Empregos.com.br, mandar seu currículo para uma vaga que não condiz com o seu perfil profissional pode prejudicar mais do que ajudar. "É horrível quando isso acontece. Por exemplo, quando a organização tem uma vaga em aberto para gerente e um estagiário me manda um currículo como se fosse para o cargo de gerência. A impressão que passa é de mentira, que aquele candidato está tentando passar uma informação que não é a verdade", esclarece Vivian Martins, analista de RH da Yamaha, empresa do ramo automobilístico que anuncia vagas no Empregos.com.br.

De acordo com Márcia Carvalho, gerente de telemarketing do Empregos.com.br, isso é muito freqüente com as empresas de grande porte, que já têm um nome reconhecido no mercado e são possíveis "alvos" de muitos profissionais. "Acaba sendo uma grande perda de tempo para ambos os lados, tanto para a companhia, que vai ter que ler o currículo e ver que não é o que ela precisa, e também para o candidato, já que nessas ocasiões quase todos os currículos acabam sendo descartados".

Com isso, Márcia comenta que as empresas têm uma preocupação extra, sendo que muitas delas acabam preferindo ficar na opção "Confidencial", pois assim não têm seus nomes revelados e não correm o risco de receber currículos indesejados. "Muitas pessoas também acreditam que podem ganhar pontos telefonando ou indo entregar o currículo diretamente na empresa, o que também é errado. Se a organização optou por receber os currículos pela Internet é justamente porque ela não quer ser incomodada com telefones e currículos de papel. Isso demonstra uma ansiedade do profissional, sentimento que não é visto com bons olhos pelos selecionadores".

A analista de RH da Yamaha afirma: "Eu posso até pegar aquele currículo que não vai me servir no momento e guardar para uma próxima oportunidade, mas como recebemos centenas de currículos por dia, muitos acabam se perdendo e indo parar no lixo". O ideal, neste caso, é mandar o currículo diretamente para o Departamento de RH das empresas. Nos seus sites corporativos as organizações costumam divulgar o e-mail do RH, ou então deixam um formulário para o profissional preencher com seus dados. "Eu recomendo também ficar muito atento às novas vagas que surgem no site, já que quando menos se espera a empresa pode divulgar uma vaga na sua área e para o seu nível profissional", adverte Márcia.

Se você tem uma experiência profissional relativamente boa, tem formação na área e todos os demais atributos que fazem de você um bom profissional, mas mesmo assim não consegue emprego de jeito nenhum, o problema pode não ser você, mas a forma como as informações estão dispostas no currículo - ou mesmo a falta delas. "Sinto uma dificuldade muito grande dos profissionais cadastrados em descreverem as suas experiências profissionais. Os recrutadores precisam saber o que você já fez que foi realmente benéfico para a empresa. Por exemplo, alguém que trabalha com Cobrança deve mostrar qual percentual de inadimplência ele conseguiu reverter, é uma informação primordial, mas que poucos profissionais apresentam", analisa a gerente de telemarketing.
 
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NETWORKING

Veja a seguir as principais dicas sobre redes de relacionamento e uma tabela para que você organize os seus contatos, ambos elaborados pela Saad-Fellipelli, empresa de recolocação de executivos.

Dicas Gerais

Segundo nossa experiência o "Networking" é a forma mais usual, através da qual, as pessoas se recolocam.

Sua aproximação deverá ser bem planejada para não causar constrangimento de uma ou ambas as partes.

Deixar claro que o que você quer é indicações de nomes de pessoas a quem seu trabalho possa interessar, independentemente de posições em aberto.

É importante conseguir com seu contato inicial mais dois ou três nomes e cargos para contato. Ter o nome do Diretor ou Gerente de Recursos Humanos também ajuda.

Sua intenção é conseguir o maior número de contatos possíveis, divulgar que você está no mercado e as qualificações que tem.

Ao telefone combine o envio do C.V, contendo de preferência um pequeno bilhete manuscrito relembrando a pessoa sobre o que conversaram e por quem você foi indicado. Quando possível marque um contato pessoal e leve seu C.V.

Na aproximação com essas pessoas desconhecidas você estará usando a influência ou o nome de um amigo. Certamente será atendido com mais gentileza e cortesia. Isto o fará mais conhecido no mercado de trabalho.

Você sempre deverá manter o controle da situação, portanto, mesmo que seu contato inicial queira encarregar-se da divulgação de seu Curriculum Vitae, você deve saber para quem ele será enviado. Tenha sempre o nome, endereço e telefone de quem possui seu material.

Conseguindo marcar um contato pessoal com uma indicação, leve seu C.V. e conte um pouco de sua experiência. Coloque-se à disposição caso surja alguma oportunidade que se enquadre em seu perfil.

Anexo dispomos de um modelo básico de tabela que poderá ajudá-lo na organização de seus contatos.

E Não Se Esqueça

"Alguém sempre conhece alguém".

Não desista até atingir seu objetivo. Persevere.

E, Boa Sorte !!!!
 
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O EMPREGO NÃO ACABOU

O mercado de trabalho ficou mais complexo, mas não mudou tanto quanto dizem analistas, avalia o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) discorda da afirmação de que o emprego tradicional, o da carteira assinada, acabou. Mas lista o empreendedorismo, os pequenos negócios e a economia solidária como novas opções de trabalho. E acaba fixando um tempo de duração para o mercado formal: “50 anos, pelo menos”. Para quem está empregado, Marinho faz um alerta: não se pode mais parar de estudar. E, para os jovens, cita os setores de serviços e de alta tecnologia, inclusive no nível técnico, como os mais promissores.

Léa Cristina

O emprego acabou, como dizem alguns consultores? A saída é o empreendedorismo?

LUIZ MARINHO: Tem gente que diz muita bobagem. Um navio não é produzido por computador. Um livro comprado pela internet não chega sozinho na casa do comprador: alguém tem que entregar. O avanço da tecnologia não elimina o emprego. Temos muitas ações de empreendedorismo, os novos e pequenos negócios, a economia solidária, a indústria de artesanato... todas essas são oportunidades que estão sendo criadas.

Mas é essa a linha desses consultores: que o trabalhador precisa se reinventar...

MARINHO: Sim e não. Não aceito a lógica de que o emprego tradicional acabou. Nós temos que olhar o mercado como um todo. Ainda teremos emprego pelos próximos 50 anos, pelo menos. O mercado não mudou totalmente; ele hoje é mais complexo. Tanto que há setores em que falta mão-de-obra.

Há setores, aliás, importando mão-de-obra. Para o senhor, vale a tese de que o profissional não pode mais parar de estudar?

MARINHO: A qualificação se tornou um fator fundamental para a melhor inserção e manutenção do trabalhador no mercado, assim como para obtenção e manutenção dos postos de melhor qualidade. Reconheço que temos um grande problema de mão-de-obra qualificada. Mas estamos atentos a isso. A quantidade de pessoas atendidas pelos programas do governo ainda é insuficiente. O maior desafio do ministério hoje é elevar a escolaridade e, depois, qualificar o trabalhador.

O que precisa ser feito?

MARINHO: Precisamos de um processo contínuo de qualificação, de formação: acadêmica e técnica. E esse é um desafio de governo, não só do Ministério do Trabalho. Precisamos recuperar as escolas técnicas. É preciso investir na formação de base, como o MEC está fazendo. E, com ajuda de convênios com prefeituras e entidades setoriais, investimos em unidades de qualificação nos setores aéreos e de metalurgia. Agora, faremos no setor naval, no Rio. Quanto à requalificação, contamos também com o sistema S.

Muita gente reclama dos preços dos cursos do sistema S: dizem que estão altos demais...

MARINHO: Vira e mexe temos essa reclamação, sim. Mas essa é uma discussão ainda a ser feita. De qualquer forma, é bom lembrar que o sistema S presta um grande serviço.

Quantos empregos devem ser criados este ano? Segundo analistas, serão mais do que em 2005, mas menos do que em 2004.

MARINHO: A geração de novos postos de trabalho deve ficar próxima à de 2004, quando, considerado o saldo entre admissões e demissões, foi gerado um milhão e meio de empregos. Estes analistas aos quais você se refere estão prevendo alta do PIB de 3% a 3,5% em 2006, mas acho que podemos ultrapassar este patamar.

Que setores deverão empregar mais?

MARINHO: (1) A produção industrial de bens de consumo duráveis será favorecida pela redução da taxa de juros Selic, associada ao aumento da demanda de produtos como TV em cores, por conta da Copa do Mundo, além da expressiva expansão do crédito. (2) No setor de serviços, a produção de bens voltada para a população de baixa renda ganhará escala com o reajuste do salário-mínimo de 2006. (3) A construção civil também deve abrir mais vagas por conta das melhoras no financiamento, associadas ao recente pacote de desoneração tributária dos materiais de construção. (4) Por último, para a agropecuária também temos boas expectativas: o setor deve ter um desempenho melhor do que no ano passado, quando foi bem afetado pela estiagem, por conta de medidas como o refinanciamento com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

E em que setores devem apostar os jovens que estão escolhendo uma profissão agora, para chegar ao mercado de trabalho dentro de três a cinco anos?

MARINHO: Vale a pena investir no setor de serviços, na área da educação; e na indústria... em profissões como mecatrônica, por exemplo, não conheço ninguém formado que esteja desempregado. Setores de alta tecnologia também são recomendáveis diante da escassez de mão-de-obra qualificada. Entre as profissões técnicas de nível médio, os destaques ficam com as áreas de ciências físicas, químicas e engenharia; técnicos em ciências administrativas e em ciências biológicas e bioquímicas.

Como o senhor analisa o mercado de trabalho brasileiro hoje?

MARINHO: Tradicionalmente, na medida em que as economias se desenvolvem, num primeiro estágio principalmente, a parcela dos empregos no setor industrial aumenta, enquanto a importância relativa do emprego agrícola diminui. Em um estágio mais avançando de desenvolvimento, o setor mais dinâmico em termos de geração de empregos passa a ser o de serviços. No Brasil, na década de 90, observou-se crescimento da importância relativa dos serviços no total de empregos. Tal fato se explica, também, pelo fraco desempenho da produção industrial do começo da década de 90 até 2003. Assim, as ocupações ligadas ao setor de serviços vêm tendo e devem continuar a ter desempenho bastante favorável em um futuro próximo.

No caso da educação, por que o mercado vai crescer?

MARINHO: O número de estudantes de curso superior deve crescer por conta do Programa Universidade para Todos, o PROUNI, do governo federal, que, no primeiro processo seletivo, ofereceu 112 mil bolsas integrais e parciais, em 1.142 instituições de ensino superior do país, e, em 2006, oferecerá 130 mil bolsas.

O Estado do Rio deve continuar na terceira posição entre os que mais empregam? Em que setores a oferta de trabalho tende a aumentar?

MARINHO: Em 2006, em termos absolutos, o Rio deverá continuar em destaque como um dos estados que mais gera empregos formais no Brasil. As explicações para isso são o próprio tamanho do mercado, mas, especialmente, os pesados investimentos que o presidente Lula está fazendo na região — como na construção da Vila Pan-Americana, com recursos do FAT; a recuperação da indústria naval a partir da construção das plataformas etc.

O presidente Lula esperava criar dez milhões de empregos em quatro anos. As estimativas hoje são de que essas vagas ficarão pela metade, em cinco milhões. A que o senhor atribui a diferença? Promessa de campanha, crescimento contido ou simples erro de projeção?

MARINHO: O programa de governo do presidente Lula constatou a necessidade de gerar dez milhões de novos postos de trabalho. A promessa de campanha do presidente foi trabalhar fortemente para gerar o maior número de empregos possíveis. E este compromisso está sendo cumprido. Em 36 meses, o governo Lula gerou 3,4 milhões novos empregos com carteira de trabalho. Quando falamos em cinco milhões, estamos nos referindo só a empregos com carteira assinada. Não consideramos sequer os postos de trabalho criados via investimentos pesados que este governo está fazendo na agricultura familiar nem tampouco os criados na economia solidária. Considerando todos os tipos de ocupações, o governo pode gerar algo em torno de 8 a 8,5 milhões de postos de trabalhos.

Boa Chance – O Globo
05/03/2006
 
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O LÍDER E SEU PAPEL COMO GESTOR DE MUDANÇAS

Há um tema no meio corporativo que sempre rende exaustivas análises, comentários e elucubrações: mudanças!

Por mais que se escreva, fale e teorize sobre o tema há quem ainda não consiga lidar de forma positiva com as mudanças. O fato é que no mundo dos negócios, mais do que nunca, é necessário possuir um grande poder de adaptação às mudanças. Historicamente sabemos que o homem é um ser em transição. Vivia nômade em busca de alimento e abrigo. Parece que nos dias atuais ele vem resgatando sua essência e proporcionando, para o desespero de muitos, grandes transformações na forma de pensar, agir e interagir com o próprio meio.

Se a mudança é inevitável e já faz parte da história humana, porque, ainda assim, há quem tenha tanto medo? Tenho certeza que você já se fez esta pergunta diversas vezes. Sei também que já ouviu e leu outras tantas. A resposta, no entanto, é simples e complexa. Confundi? Pois é isso mesmo que os processos de mudança causam em nossas vidas: uma sensação de dualidade. Tudo isso porque o que está envolvido são nossas emoções. Por mais racional e lógica que seja a pessoa ela sentirá medo e receio daquilo que desconhece. Para alguns isso é um estímulo e por isso arriscam mais. Para muitos isto paralisa. Parece um anestésico. O medo se apodera e faz com que suas reações sejam de resistência.

O resultado mais comum no mundo corporativo é visto naquelas pessoas que só interagem com os colegas do próprio departamento. O receio de não ser aceito impede a socialização. Esse processo de encasulamento vai tomando uma proporção cada vez maior e se complica ainda mais quando atinge a área de recursos humanos. Em minha história profissional conheci mais pessoas resistentes a mudanças dentro deste departamento. Parece incongruente... e é. As pessoas que deveriam ser verdadeiros agentes de mudanças em muitas empresas fazem o oposto. Impedem o desenvolvimento de novos valores corporativos. Distanciam-se das pessoas. Agem de forma contrária ao progresso da organização. É óbvio que não são unanimidade. Ainda bem! Lembro-me de trabalhar com um profissional que era exatamente o oposto. Ativo, cheio de idéias e com muita vontade de transformar. O primeiro impacto após sua contratação foi de pânico. Ele mexia no status quo. Alterava aquela sensação de equilíbrio conquistada por um longo período. Muitos torceram por sua demissão, mas acabaram demitidos.

No mundo corporativo nos deparamos com tantas histórias semelhantes. Perguntamos a nós mesmos como fazer para evitar danos à cultura organizacional. Mudar é preciso. Isto é mais do que um fato, uma necessidade. O que faz a diferença é a forma com que se introduz este tema na organização. Destaco a seguir duas ações fundamentais para que o impacto das mudanças e sua eventual resistência sejam minimizados ou até mesmo excluídos.

O primeiro passo é promover uma reflexão junto aos funcionários sobre o assunto. Culturalmente, um dos maiores receios das pessoas está relacionado a segurança. Por mais criativo que seja o nosso povo para encontrar meios de subsistência, perder o emprego ainda está no topo da lista das grandes ameaças. Quando surgem rumores de que a empresa fará algum tipo de mudança, pronto... lá vem demissão! Mesmo que isso não seja verdadeiro, a desconfiança já se estabeleceu, e esse é o primeiro passo para a queda na produtividade. A organização que estabelece um processo de comunicação interna efetivo entre diretoria e funcionários tem grandes chances de minimizar o impacto dos boatos. Portanto, comunicar é preciso! Use de todas as formas para tornar claros os rumos da organização, os projetos em andamento, a visão.

É preciso envolver as pessoas. Esta é a outra ação fundamental para o gerenciamento das mudanças. Lembro da história de uma empresa que precisava implantar o uso de uniforme em todas as unidades. No passado ocorreram algumas experiências negativas, pois os funcionários sentiam-se obrigados a usar e simplesmente “esqueciam”. Com base nesta experiência desastrosa analisaram onde haviam falhado e tentaram de uma nova maneira. Um dia o presidente convocou uma reunião com a diretoria e ao final dela todos os diretores saíram trajando os novos uniformes. E assim vestiram-se todos os dias, por duas semanas. Nova reunião, agora com os gerentes e mesma coisa: todos vestindo uniformes. Outra reunião, desta vez com os supervisores, e mais algumas semanas quando presidência, diretoria, gerência e supervisão estavam devidamente uniformizados. Passado pouco mais de um mês os funcionários sentiram-se “afrontados” e solicitaram uma reunião com o presidente, que prontamente aceitou. Os funcionários alegavam que se sentiam excluídos, pois só a chefia tinha direito a usar uniforme. Eles reivindicavam o uso de uniforme para todos os funcionários da empresa. Foi o que ocorreu!

A moral desta história é que qualquer mudança na estrutura de uma organização altera a forma de ação das pessoas. Essas mudanças podem estar relacionadas a implantação de nova tecnologia, de processos, de máquinas, de relações internas, ao cardápio do restaurante ou ao sistema de alimentação, com o estacionamento, ao local da empresa e vai por ai afora. Isso tudo implica na forma como as pessoas deverão ser geridas. Assim, a capacitação dos gestores para lidar em um mundo de mudanças é fundamental para o sucesso organizacional. Se o próprio gestor não lida positivamente com a transição como ele poderá estimular seus colaboradores? É fato que não se conquista esta habilidade da noite para o dia. É preciso tempo. Mas tempo é o que primeiro se esvai quando falamos em mudanças. Tudo está cada vez mais rápido, dinâmico e urgente. Por isso mesmo é crucial o trabalho preventivo junto ao grupo gerencial e posteriormente ao grupo de funcionários.

É preciso entender que os motivos que levam as pessoas a resistirem às mudanças são muitos e não estão apenas relacionados a algo que pode prejudicá-las. As pessoas resistem também a mudanças que podem beneficiá-las a longo prazo. Este é o grande desafio dos líderes e gestores. Suplantar suas próprias resistências e promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de novas atitudes, ações e transformações.

por Rogerio Martins
 
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O QUE FAZER PARA RETORNAR AO MERCADO

10 dicas para voltar à ativa:

Busque informações com órgãos, empresas e profissionais sobre s sua área de atuação.

Faça tudo de forma planejada, estratégica, para dispensar menos esforço e obter mais resultados.

Aproveite para refletir sobre sua carreira e sua maior vocação. Pergunte-se: faço o que gosto?

Mantenha ativa a sua rede de relacionamentos, parceiros, fornecedores, clientes.

Avise sobre sua disponibilidade. Se você não se manifesta, as pessoas podem não lhe convidar por questões éticas ou por achar que você está satisfeito onde trabalha.

Busque assessorias de RH especializadas para avaliar o mercado e encontrar alternativas.

Jamais vincule sua carreira ao último emprego. Olhe para o mercado e determine como você pode preencher as expectativas.

Não dispare currículos para todos os lados. Tenha objetivos claros do que deseja e para onde irá correr, sempre pensando na área em que tem experiência.

Elabore um currículo objetivo, com, no máximo, duas páginas; de preferência uma.

Marcada uma entrevista, ensaie, treine. Pense nas perguntas mais esperadas. Saiba o máximo sobre a empresa, pesquise tudo sobre ela na internet.

ENQUANTO O EMPREGO NÃO APARECE

Em média, quatro a oito meses é considerado um período natural para a busca por uma nova oportunidade. Contudo, esse dado é apenas uma estimativa feita pelos profissionais de Recursos Humanos. A fase sem trabalho pode ser mais ou menos demorada de acordo com alguns fatores como a competitividade profissional de cada um, além da postura na procura pela nova chance.

“Pode-se dizer que, especialmente em casos de cargos executivos, quatro a seis meses, em média, é um tempo natural na busca por um novo emprego”, estima Cristina Maria Reininger, da Manager. Ela acrescenta que um erro clássico é o profissional achar que em apenas um mês estará recolocado, já que isso é raro.

Para Cristina, a luz amarela de atenção deve ser ligada desde o começo. “É bom apessoa se programar, saber por quanto tempo pode ficar buscando e selecionando e quando terá que pegar o que aparecer”, explica Leyla Nascimento, da ABRH-RJ. E completa: “Quando se está há muito tempo sem receber uma nova proposta de trabalho é preciso manter-se alerta, mesmo quando empregado. Convites são um termômetro interessante”.

Mudanças de cidade merecem atenção. Os que não abrem mão de continuar vivendo onde sempre moraram restringem suas expectativas. Por isso, vale a pena pensar na possibilidade para que, surgindo tal situação, ela não se mostre absolutamente nova. “Especialmente aqueles com mais idade resistem, portanto, pode-se dizer que é necessário se preparar”, diz Cláudia Tinoco, da Ability.

Toda empresa tem um perfil definido e, numa entrevista, dificilmente alguém irá preencher 100% das solicitações. É preciso saber vender seu potencial para aquela companhia.Nisso, ela sugere aos candidatos que jamais usem a expressão “desempregado”: “Melhor dizer: ‘Estou em busca de uma nova oportunidade de recolocação’”.

Mauro Cezar Pereira

Revista VENCER!

“Saiba também que o retorno ao mercado exigirá de você uma adaptação pessoal ao novo, por isso mantenha-se atento a tudo e a todos. Não perca nenhuma oportunidade de aprender e disponibilizar-se”. Moema Aquino, da Solução RH.
 
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OS DIREITOS DO TRABALHADOR PELA CLT

Os trabalhadores têm seus direitos garantidos pela Confederação das Leis do Trabalho (CLT). Alguns pontos foram modificados por legislações específicas ou alterações na própria CLT. Conheça aqui os principais direitos e, abaixo, uma descrição detalhada de algum situações específicas:

Os direitos do trabalhador
  • Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia de serviço;
  • Exames médicos de admissão e demissão;
  • Repouso semanal remunerado (1 folga por semana);
  • Salário pago até o 5º dia útil do mês;
  • Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro. Segunda parcela até 20 de dezembro;
  • Férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário;
  • Vale-transporte com desconto máximo de 6% do salário;
  • Licença maternidade de 120 dias, com garantia de emprego até 5 meses depois do parto;
  • Licença paternidade de 5 dias corridos;
  • FGTS: depósito de 8% do salário em conta bancária a favor do empregado;
  • Horas-extras pagas com acréscimo de 50% do valor da hora normal;
  • Garantia de 12 meses em casos de acidente;
  • Adicional noturno para quem trabalha de 20% de 22 às 5 horas;
  • Faltas ao trabalho nos casos de casamento (3 dias), doação de sangue (1 dia/ano), alistamento eleitoral (2 dias), morte de parente próximo (2 dias), testemunho na Justiça do Trabalho (no dia), doença comprovada por atestado médico;
  • Aviso prévio de 30 dias, em caso de demissão;
  • Seguro-desemprego
Fontes: Sistema Nacional de Emprego (SINE)
 
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POR QUE TRABALHAMOS TANTO

Globalização, inovações tecnológicas e uma competição selvagem por poder fizeram homens e mulheres de negócios trabalhar como nunca. Mas há formas de aliviar essa dura realidade

  Lia Lubambo
Mickey Peters, presidente da empresa, considera que essas horas a menos no trabalho são boas para a companhia. "As pessoas têm mais tempo para se cuidar, para criar e vêm mais felizes para cá", afirma Peters, de 41 anos e há dois no Brasil
Por Marcelo Onaga

Segunda-feira 26 de setembro, 4 horas da manhã. A semana ainda não começou para a maioria das pessoas, mas o executivo Fernando Terni, presidente da Nokia para a América Latina, já está a postos para iniciar mais um dia de trabalho que só terminará 16 horas mais tarde. No México para uma série de reuniões, Terni acordou no meio da madrugada para participar de uma teleconferência de 4 horas com outros executivos da empresa espalhados pela América, Europa e Ásia. Assim que desliga o telefone, só há tempo para um rápido banho e uma xícara de café antes de começar o primeiro dos muitos encontros agendados com executivos locais e clientes da empresa. As conversas consomem quase o dia todo -- inclusive o almoço --, mas Terni precisa achar algum intervalo entre elas para sentar-se diante do computador. Infelizmente para ele, anoitece bem antes de concluir o que tinha se programado para fazer. A solução é continuar o trabalho na sala de espera do aeroporto e mais tarde no avião que o levará à Argentina. Terá ainda de separar pelo menos algumas horas do vôo para dormir -- afinal, a maratona de trabalho inevitavelmente prossegue no dia seguinte. "No mundo de hoje não há mais horários. Ou o executivo gosta disso e fica no jogo, ou não gosta e vai fazer outra coisa", diz Terni.

Jornadas como a do presidente da Nokia, que não raramente ultrapassa 15 horas de trabalho, deixaram de ser novidade para a maioria dos homens e das mulheres de negócios -- independentemente do porte das empresas nas quais atuam. Ao longo dos últimos anos, o volume de trabalho cresceu de forma alarmante -- e não há sinal de que essa tendência possa ser revertida no futuro próximo. Conforme avançam na carreira, os profissionais passam a ficar cada vez mais horas dentro das empresas. A contrapartida inevitável é que encolhe o tempo dedicado a outros aspectos da existência -- família, amigos, lazer, cultura. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada com 144 presidentes de empresas listadas no ranking das Melhores e Maiores de EXAME. Quase a metade deles trabalha mais de 12 horas por dia. Apenas 10% dos entrevistados não trabalham nos fins de semana. É quase unânime a opinião de que a carga de trabalho cresceu na última década -- apenas 5% dizem não dedicar mais tempo à empresa hoje na comparação com a jornada dedez anos atrás.

Colocar o trabalho acima de tudo tornou-se uma necessidade para quem pretende atingir o topo da carreira. O estresse chegou a tal ponto que muitos executivos comemoram quando conseguem uma semana ininterrupta de lazer. "Tenho sete dias de férias por ano, mas nesse período minha dedicação é integral à minha família", diz Antonio Maciel Neto, presidente da Ford para a América do Sul. Desde que assumiu o comando da empresa no continente, Maciel passa mais tempo fora do Brasil do que em casa, trabalha até 15 horas por dia e está conectado todos os fins de semana. "Não acho isso certo e não recomendo para ninguém, mas não há como fazer de outra forma", afirma. Muitos executivos encontram-se na mesma situação -- gostariam de mais tempo para viver a vida, mas não sabem exatamente o que fazer para conseguir. "A família cobra mais participação, mas é difícil se desligar do trabalho", diz Roberto Lima, presidente da Vivo, maior operadora de telefonia móvel do país. Para conseguir algumas horas a mais com a mulher e os filhos, Lima dorme apenas 6 horas por noite -- com um palmtop ao lado. "Acordo muito durante a noite e, quando tenho boas idéias, anoto para não esquecer", diz.

Não deixa de ser um paradoxo trabalhar tanto -- e cada vez mais -- em pleno século 21. Num mundo em que a produtividade e a tecnologia são palavras sagradas, seria razoável esperar que as pessoas tivessem aproveitando mais a vida -- se deleitassem com o que o sociólogo italiano Domenico De Masi chama de "ócio criativo" -- e não que passassem mais horas dentro das empresas. Afinal, produtividade é a capacidade de fazer mais com menos. Foi graças ao aumento da produtividade que a jornada diária de um operário, que já foi de 16 horas nos primórdios da Revolução Industrial, caiu para cerca de 8 horas na maioria dos países, inclusive no Brasil. Intriga notar um movimento contrário exatamente no pelotão de elite da força de trabalho, os executivos mais qualificados das grandes empresas. Uma pesquisa realizada pelos professores Peter Kuhn, da Universidade da Califórnia, e Fernando Lozano, da Pomona College, também do estado americano da Califórnia, mostra que a parcela de homens que terminaram a faculdade e trabalham mais de 50 horas por semana subiu de 22% em 1980 para 29% em 2004. Já entre aqueles que não completaram o segundo grau essa parcela caiu de 11% para 9%. "A competição é maior entre os que ganham mais e isso os faz trabalhar mais", diz Lozano. É no topo das empresas, portanto, que os instintos ancestrais de sobrevivência do homem se manifestam de maneira mais enfática. Desde que Deus expulsou Adão e Eva do paraíso terreno, trabalhar muito significa castigo. Hoje, porém, trabalhar menos do que os demais (mesmo que seja muito) quer dizer fraqueza. E os fracos, no mundo dos negócios, perdem espaço. É cruel. É desumano. Mas é a lógica que rege esse mundo.

Essa concorrência se dá no nível individual e no coletivo. Uma das respostas para o excesso de trabalho de nossa era está ligada ao fenômeno da globalização, que se intensificou na última década e empurrou a competitividade entre as empresas para um patamar inédito. Desde 1980, o volume de comércio internacional cresceu 345% -- a soma de importações e exportações foi de 2,1 trilhões para 9,4 trilhões de dólares. A abertura de novos mercados fez com que companhias de todo o mundo passassem a competir umas com as outras. Uma pequena empresa brasileira, por exemplo, hoje tem de enfrentar não apenas suas concorrentes domésticas, mas também gigantes dos Estados Unidos, da China ou do Japão. Quem quer se manter no jogo tem de aprender a produzir mais, melhor e por menos. Chegamos a um tempo em que as empresas concorrem com si próprias. Subsidiárias de diferentes partes do mundo lutam por investimentos, projetos, clientes e mais poder diante da matriz. "As empresas são mais exigidas e exigem mais de seus funcionários", diz o economista Hélio Zylbersztajn, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP). "Não há como trabalhar menos. Se um executivo está crescendo na carreira, é impossível que sua vida não seja assim", diz Sérgio Gomes, presidente da subsidiária brasileira da ABB, uma das maiores empresas de equipamentos elétricos do mundo.

Nesse ambiente de luta permanente, a tecnologia joga contra, não a favor. É outro contra-senso contemporâneo. Durante décadas, acreditou-se que a evolução da tecnologia serviria para aliviar a carga de trabalho humana. Ocorreu o oposto. "Trabalha-se mais porque houve um aumento brutal no volume de informação disponível e na velocidade com que essas informações circulam", diz Geraldo Carbone, presidente do BankBoston no Brasil. Celulares, computadores e internet permitem que a empresa encontre um funcionário a qualquer hora do dia. E que ele trabalhe de onde estiver.

Algumas empresas, apesar de satisfeitas com os resultados melhores, começam a se questionar sobre a falta de limites nas jornadas de trabalho. "Há tecnologia para trabalhar 24 horas por dia, mas as pessoas não podem se esquecer de viver, se divertir e dormir", diz Carbone. Especialistas afirmam que o uso da tecnologia da informação nas empresas é relativamente recente e as pessoas ainda estão em fase de aprendizado. Pesquisa da consultoria McKinsey realizada com 7 800 executivos em todo o mundo mostra que 25% deles consideram suas ferramentas de comunicação -- caixas de e-mail, correios de voz e reuniões -- impossíveis de gerenciar. Quase a metade dos entrevistados gasta pelo menos meio dia de trabalho por semana tentando organizar seus meios de comunicação. "É preciso bom senso e disciplina", diz Emílio Umeoka, presidente da Microsoft no Brasil. "A tecnologia ajuda as pessoas a trabalhar melhor, mas, se não houver limites, pode ocorrer o contrário." Umeoka e Carbone são exceções entre presidentes de empresas. Não acessam seus e-mails nos fins de semana e raramente ligam para o celular de algum subordinado. "Dificilmente o assunto é tão urgente que não possa esperar a segunda-feira", afirma Umeoka. A maioria, no entanto, continua ligada 24 horas por dia, até por medo da competição. "Os executivos podem e querem ser encontrados a qualquer hora e em qualquer lugar", diz o filósofo e consultor de empresas Mario Sergio Cortella. "Eles temem que, se não forem encontrados, outra pessoa seja contatada e responda a ligação."

Esse temor facilita a propagação de um ambiente favorável às longas jornadas. "Trabalhar além da conta se transformou em um símbolo de sucesso", diz Betania Tanure, professora da escola de negócios Fundação Dom Cabral. "Há um teatro corporativo que diz ser bacana passar 15 horas por dia trabalhando." Esse teatro faz com que não apenas presidentes e diretores realmente atarefados fiquem na empresa além do expediente normal, mas também gerentes e aspirantes a cargos mais altos que querem copiar as atitudes de seus chefes.

Tantas horas no trabalho acabam afastando o executivo da família e é comum nessas situações ver as relações pessoais deteriorar-se. Inicia-se então um ciclo vicioso -- a dedicação à carreira prejudica a vida familiar e, para fugir de um ambiente ruim em casa, o executivo passa ainda mais horas no trabalho. "As pessoas não ficam mais tempo no escritório porque amam o trabalho, mas porque não gostam de ficar com suas famílias", diz o italiano De Masi. Há ainda o instinto natural de competição em cada um de nós. "As pessoas se cobram atingir uma posição de sucesso e enxergam na dedicação integral ao trabalho um caminho para isso", diz o consultor e psicólogo José Ernesto Bologna.

A mudança no modelo das empresas também contribuiu para que barreiras de horário fossem quebradas. Há duas décadas eram comuns companhias nas quais o dono era o principal executivo. Ele mantinha contato direto com os empregados, trabalhava tanto quanto eles e sentia na pele quando tinha de demitir alguém. "Hoje quem controla os grandes negócios não tem rosto ou nome. São acionistas que não participam do dia-a-dia da companhia. São entidades que enxergam apenas metas e resultados", diz Bologna. No fim das contas, quem ganha com o imperativo de os executivos trabalharem cada vez mais são as empresas e seus acionistas. "Foi instalada uma cultura baseada no modelo de torneios. Há prêmio só para o vencedor, mas todos se empenham ao máximo para alcançá-lo", diz Lozano, da Pomona College. "Com isso, as empresas conseguem comprometimento máximo de todos, mas elas próprias só se comprometem com os melhores."

Há, de fato, um atraente prêmio em disputa entre os melhores profissionais. Nunca os executivos trabalharam tanto. E nunca foram tão bem remunerados. Desde 1990, os ganhos dos presidentes de empresas nos Estados Unidos subiram impressionantes 315%. A realidade, portanto, é de salários potencialmente elevados para quem alcança os melhores postos de trabalho. Como há mais gente do que cargos -- pelo menos os cargos realmente atraentes --, a briga se torna extremamente acirrada. Só chega lá quem está disposto a trabalhar mais do que os colegas. "O cenário atual coloca um dilema interessante na vida dos executivos", diz Betania Tanure. "De um lado, permite que os vencedores ganhem muito mais do que antes. De outro, impõe custos muito maiores em termos de qualidade de vida."

Um custo que tende a ser negligenciado é o comprometimento da saúde. Uma pesquisa realizada em 2004 pelo médico Paulo Pegado com mais de 2 000 executivos brasileiros mostra que 18% deles sofrem de depressão e 56% se dizem estressados. É evidente que isso tem relação direta com o estilo de vida imposto nas empresas. Diante de jornadas exaustivas, homens e mulheres de negócios precisam de preparo físico de esportista, com horas de ginástica, alimentação balanceada e hábitos de vida saudáveis. Paradoxalmente, fica muito difícil conciliar isso tudo com tanto trabalho. Aos poucos, mais empresas têm buscado oferecer convênio com academias de ginástica, incentivar a prática de esportes e realizar check-ups anuais com seus dirigentes. O problema é que o dia continua a ter apenas 24 horas -- e não há globalização ou avanço tecnológico que possa mudar esse fato. "Tem gente que troca horas de sono para cuidar do físico, mas isso não faz nenhum sentido do ponto de vista da saúde", diz Flávio Alóe, médico do Instituto do Sono do Hospital das Clínicas de São Paulo. Dormir menos do que 7 horas por noite é um atalho para problemas de saúde como estresse, depressão e perda de desejo sexual. "Dormir é fundamental para render melhor enquanto estiver acordado", diz Alóe. A pesquisa feita por EXAME mostra que 55% dos presidentes de empresas dormem menos de 6 horas por dia.

"Há um limite físico para todos. Mas, como ninguém sabe qual é esse limite, muita gente acaba testando para saber até onde consegue chegar", diz Pegado. Há casos de profissionais que atingiram o topo da carreira e decidiram abandonar tudo -- altos salários, benefícios, bônus, prestígio, poder -- para salvar um casamento, cuidar da saúde ou passar mais tempo com os filhos (veja quadro na pág. x). Outros viram a morte de perto e mesmo assim não mudaram o ritmo de vida. Em janeiro de 2004, o diretor de marketing da Café Três Corações Cláudio Irie, de 35 anos, tinha acabado de assumir também a direção industrial, depois de uma decisão da empresa de reduzir custos e fazer com que cada executivo acumulasse duas diretorias. Três meses depois, em 28 de abril, Irie voltava para casa, em Belo Horizonte, após mais um dia de 13 horas de trabalho, quando foi atacado por dois assaltantes. Levou dois tiros. Uma das balas foi parar em seu pulmão direito. "Tinha certeza de que iria morrer e só pensava no meu filho e em tudoque ainda queria fazer", diz Irie. Ele foi levado ao hospital, passou por uma cirurgia e ficou cinco dias na UTI. Dez dias depois, ainda com dificuldades para se mexer e respirar, já estava trabalhando. "Saí do hospital e quis ir para São Paulo ver meu filho e meus pais." Mas as mudanças recentes na empresa e a necessidade de apresentar resultados fizeram com que ele voltasse para o trabalho mais cedo. "O presidente me disse para ficar em casa o quanto precisasse, mas já me sentia em condições de voltar e sabia que minha presença era importante", diz Irie.

Seria ingênuo acreditar que o ritmo de trabalho vá subitamente desacelerar daqui para a frente. Goste-se ou não da atual realidade, o fato é que a maioria terá de aprender a conviver com ela. Os especialistas recomendam algumas mudanças relativamente simples de conduta que podem ter um impacto importante no dia-a-dia. É vital delimitar com clareza o tempo a ser dedicado ao trabalho. Muitas empresas procuram elas próprias forçar os executivos a ir para casa. Na Nokia, as luzes se apagam diariamente às 8 horas da noite. Na Duke Energy, multinacional americana do setor de energia, a jornada às sextas-feiras acaba às 16 horas. O americano Mickey Peters, presidente da empresa, considera que essas horas a menos no trabalho são boas para a companhia. "As pessoas têm mais tempo para se cuidar, para criar e vêm mais felizes para cá", afirma Peters, de 41 anos e há dois no Brasil.

Outra regra é saber delegar tarefas aos subordinados. "É impossível administrar tudo de forma centralizadora. Sem repassar funções será preciso trabalhar 20 horas por dia e ainda vai faltar tempo", diz Luiz Ernesto Gemignani, presidente da Promon, empresa campeã do Guia EXAME As Melhores Empresas para Você Trabalhar 2005. "Não vejo necessidade de ficar mais do que 9 ou 10 horas por dia na empresa." A orientação na Promon é para que ninguém fique além do necessário no escritório e para que não leve trabalho para casa. A lição é simples -- concentrar-se naquilo que realmente importa. Embora nem sempre essa seja uma tarefa fácil, por questões emocionais ou de organização pessoal. A falta de planejamento mínimo é um combustível importante para o alongamento das jornadas de trabalho. "Os latinos sofrem com a falta de organização. Perdemos muito tempo porque fazemos muita coisa de improviso", diz Maciel, presidente da Ford. É comum que as pessoas entrem numa reunião sem nenhum tipo de esforço intelectual prévio, o que se traduz em energia e tempo gastos de forma ineficiente. Uma agenda bem organizada também evita perda de tempo. "É preciso controlar os horários para que uma conversa de 30 minutos não se transforme num encontro de 2 horas", afirma Gemignani.

Nenhum esforço pessoal, porém, será suficiente para mudar esse quadro se as próprias empresas não se transformarem. Ao longo dos últimos anos, o mundo dos negócios passou por muitas mudanças, com a adoção de novas tecnologias e métodos de gestão. As decisões foram descentralizadas sem que as estruturas de poder sofressem alterações significativas. Mais gente dá opinião antes que um único chefe dê a palavra final. "Novos padrões foram incluídos no dia-a-dia das empresas, mas nem todos os velhos foram jogados no lixo", afirma Thomas H. Davenport, professor de tecnologia da informação da Babson College, nos Estados Unidos. O resultado é que o número de reuniões cresceu em progressão geométrica. Decisões simples precisam de aprovação de inúmeras pessoas -- o que toma tempo e demanda mais esforço de todos. É imperioso adequar as empresas à realidade de um mundo mais ágil e mais complexo. Enquanto isso não ocorrer, mais horas terão de ser passadas no trabalho. E menos vida haverá depois do expediente.

Dedicação total ao patrão
Pesquisa feita com presidentes das 500 maiores empresas do país mostra que a competição e a tecnologia aumentaram a carga de trabalho nos últimos 20 anos

Como trabalhar menos
1. Evite desperdício de tempo em reuniões Vá preparado para os encontros, trate apenas dos assuntos necessários e procure reunir o menor número de pessoas ao mesmo tempo
2. Use a tecnologia para ajudá-lo Internet, celular e computador podem ser aliados, desde que usados com disciplina. Evite ligá-los nos fins de semana e nas horas vagas
3. Faça um planejamento detalhado de suas ações Muita gente fica horas a mais no trabalho por não se organizar e tentar resolver algumas questões de improviso
4. Delegue mais funções a seus subordinados Incentive-os a tomar decisões e crie um ambiente onde trabalhar em equipe seja mais importante do ue dar ordens
5. Saiba em que situações sua presença é fundamental Só participe de tarefas em que sua colaboração seja necessária. Tomar parte em todas as decisões pode soar como insegurança


Revista EXAME
  Janeiro/2006
 
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SELEÇÃO DE PESSOAL VIRA TEMA DE FILME

Luciana Calaza

Não bastassem as entrevistas, as provas e as dinâmicas de grupo, os processos de seleção podem incluir verdadeiras armadilhas para os candidatos e até embates entre eles. Essa é a discussão do filme “O que você faria?” — produção espanhola que no original se chama “El método” e deverá ser lançado no Brasil no mês que vem, pela Art Films.

A história da disputa entre sete executivos por uma única vaga numa multinacional acontece em Madri. Quando começa, os candidatos já passaram por algumas etapas de seleção e em cada uma delas preencheram um formulário quase idêntico, numa estratégia para que caiam em contradição. Logo são informados de que serão submetidos a um processo diferente do habitual, o chamado método Grönholm.

O grupo é deixado a sós numa sala fechada e, a partir de uma série de testes propostos pela empresa via computador, começa a interagir. Sua primeira missão é descobrir quem é o espião da empresa infiltrado entre eles — o único funcionário que viram até então foi a secretária. Submetidos a um conjunto de provas cada vez mais surrealistas, são os próprios candidatos que vão determinar quem fica e quem sai da disputa. Com a única opção de se recusarem e serem eliminados do processo.

Assim, sondando e medindo os outros, cuidadosos com os seus próprios passos, participam do que seria uma espécie de reality show para uma empresa que os observa, sem se mostrar.

O primeiro constrangimento vem quando a empresa selecionadora exibe, no computador de cada um, notícia sobre o passado profissional do candidato Julio. Ele era um alto executivo de uma firma e a denunciou ao governo por causa de um projeto que poluiria um rio e destruiria a qualidade de vida na área. Os candidatos se sentem obrigados a descartá-lo, já que têm de se colocar no lugar da empresa, por falta de fidelidade ao empregador. Mesmo que tenham concordado com a postura do oponente.

São sete personalidades bem diferentes, mas, da jovem segura de si ao senhor machista, no começo todos acreditam ter o controle total sobre seu comportamento e suas emoções. Porém, os jogos os colocam diante de várias situações-limite e, sabendo que estão sendo constantemente observados, chegam a um nível de tensão insuportável.

Os sentimentos são postos de lado pelo objetivo “maior”: o de conquistar a vaga. Quem já participou de processos de seleção encontrará no filme exemplos bem perto da realidade, destaca o diretor, Marcelo Piñeyro:

— Eu e Mateo Gil (roteirista, junto com Piñeyro) ouvimos muitos relatos de executivos. Se estas provas parecem cruéis, digo que são todas reais. E olha que nós ainda descartamos várias outras que eram muito fortes para se colocar num filme — conta o diretor.

— É uma visão trágica, mas bastante ilustrativa dos processos seletivos que são conduzidos por algumas companhias, e também dos profissionais, que muitas vezes deixam de lado seus valores por uma oportunidade no mercado de trabalho — analisa a psicóloga e consultora de RH Ana Cristina Garcez.

Boa Chance – O Globo
05/03/2006
 
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TORNAR-SE UM LÍDER

Importante qualidade que sempre foi valorizada no meio profissional, a liderança é a rara capacidade de levar um grupo de pessoas a contornar todas as adversidades envolvidas na realização de determinada tarefa, ajudando a obter o sucesso e, o mais difícil, manter sua imagem e credibilidade intocadas.

Alguns poucos nascem aptos a liderar; as qualidades necessárias a essa complexa atividade são inatas nesses poucos afortunados, mas as pessoas comuns, como nós, podem aprender muito seguindo da melhor forma possível os preceitos relacionados abaixo.


Observá-los não nos tornará necessariamente líderes perfeitos, mas, no mínimo, poderemos nos tornar líderes melhores!


1. Aja com senso de urgência. Estabeleça uma grande expectativa de performance e dê suporte para que todos atinjam os resultados esperados.

2. Considere clientes externos e/ou internos nas decisões e ações.

3. Encoraje a colaboração entre departamentos e tome decisões que sejam melhores para a empresa do que para o indivíduo.

4. Crie novas idéias e processos e apóie os outros a tentar novos caminhos e a assumir riscos.

5. Seja totalmente aberto às mudanças.

6. Seja pró-ativo em prover oportunidades de desenvolvimento para os outros. Dê constantemente retorno às atitudes das pessoas (feedback).

7. Compartilhe seu ponto de vista e opiniões, mesmo quando possam ser negativas e/ou impopulares. Encoraje a livre troca de informações e opiniões.

8. Esteja sempre pronto a solicitar ajuda e a ajudar os outros.

9. Respeite opiniões e demonstre sensibilidade às diferenças culturais.

10. Tenha consciência das contribuições que os outros dão e as reconheça abertamente. Dê crédito à pessoas específicas e a grupos de trabalho quando o merecerem.

11. Concentre energia no que pode pessoalmente fazer em vez de responsabilizar outros pelas falhas. Não aja como vítima.

12. Possua atitude de vencedor e difunda a paixão por vencer.

13. Demonstre profunda ética nos negócios e consciência entre princípios, valores e comportamentos.

14. Crie um ambiente de confiança, aprendizado e tomada de risco.
 
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TRAGA O CERÉBRO PARA O TRABALHO... MAS O CORAÇÃO TAMBÉM

“Uma organização capaz de atrair as pessoas certas e inspirá-las a dar o melhor de si é competente não apenas em termos profissionais, mas também emocionais”.

No passado, as organizações competiam por clientes e participação no mercado. Hoje – e ainda mais no futuro – as organizações têm também de competir pelos melhores funcionários, aqueles que têm “a coisa certa”. Pesquisas mostram que a capacidade de encontrar, atrair, contratar, treinar e reter as melhores pessoas é o principal e mais confiável indicador de excelência organizacional. Esta é uma das questões mais prementes nas organizações hoje em dia.

“Uma organização capaz de atrair as pessoas certas e inspirá-las a dar o melhor de si é competente não apenas em termos profissionais, mas também emocionais”. Hoje a tendência é os funcionários escolherem a organização, não vice-versa. Isso significa que a organização precisa ser atraente para quem procura emprego e precisa ter a reputação de que se interessa pelo desenvolvimento de seus funcionários e que o bem-estar destes é prioritário.

É algo bastante simples e pode ser expresso basicamente numa sentença:

Se a organização colocar as pessoas em primeiro lugar, elas colocarão o cliente em primeiro lugar.

Portanto, é preciso saber inspirar os funcionários e mobilizar a sua energia. Assim como um time de futebol em que todos – jogadores e treinador – sentem-se co-responsáveis pelo sucesso e progresso da equipe, o sucesso de uma organização depende igualmente de bons gerentes e bons funcionários – e ainda mais da cooperação entre eles. Aptidão e boa vontade são pré-requisitos para lutar e vencer juntos, para não falar numa mente aberta sobre como isso levar isso a cabo. Na ausência de tais condições, não poucas organizações já sucumbiram.

Quando há um esforço sincero e direcionado de todos, quando todos buscam a mesma meta, surge um tipo especial de compromisso pessoal. A TMI chama esse compromisso de “Employeeship” (conceito descrito no meu livro Employeeship: Como Maximizar o Desempenho Pessoal e Organizacional). Employeeship diz respeito à inteligência emocional e pode ser caracterizado pela responsabilidade, lealdade, iniciativa, confiança e energia de todos. Pessoas dotadas de employeeship são competentes não apenas em termos profissionais, mas também emocionais e sociais. Estão dispostas a dar o melhor de si em tudo o que fazem. Elas “trazem seu coração para o trabalho”.

Trazer o coração significa sentir pelo nosso trabalho o mesmo que sentimos quando temos convidados em casa num sábado à noite. Preparamos tudo da melhor maneira possível para uma noite dessas com nossos familiares e amigos. Compramos flores, acendemos velas, preparamos pratos deliciosos, deixamos o vinho na temperatura ideal etc. Quando os convidados chegam, conseguimos fazer malabarismos incríveis, pegando seus casacos, oferecendo-lhes um drinque e refogando o molho ao mesmo tempo. Mesmo quando surgem situações inesperadas, um convidado que derrama um cálice de vinho tinto num legítimo tapete oriental... Bem, até isso nós aceitamos com um sorriso.

Mas, para as pessoas trazerem seu coração para o trabalho, é preciso que se orgulhem da organização para a qual trabalham e que a vejam como uma parte importante da sua vida – um local de trabalho que oferece oportunidades únicas de desenvolvimento e crescimento a cada um.

Melhor equilíbrio entre fatos e emoções

Se quiserem obter melhores resultados, as organizações precisam focar mais as pessoas do que o dinheiro. Ou seja, devem colocar as pessoas em primeiro lugar. Precisam estabelecer um melhor equilíbrio entre capital financeiro e capital humano. O capital financeiro abrange o “mundo dos fatos”, os chamados valores hard de uma organização – imóveis, máquinas, ações, estoque etc. O capital humano encontra-se no “mundo das emoções” e abrange os valores soft – tudo que diz respeito às pessoas: sua dedicação, educação, criatividade, energia e flexibilidade. O capital humano também abrange a fidelidade dos clientes e a imagem da organização. Para aumentar o capital financeiro é preciso aumentar o capital humano – daí a importância de as organizações introduzirem o princípio de “O funcionário em primeiro lugar” em substituição a “O cliente em primeiro lugar”. As empresas têm de compreender que quando colocam os funcionários em primeiro lugar, estes colocarão também os clientes em primeiro lugar.

Assim como a organização se beneficia tendo funcionários capazes e dedicados, os funcionários também sairão ganhando sendo dedicados ao seu trabalho. É uma situação em que todos saem ganhando e ninguém sai perdendo, que promove a inteligência emocional da organização inteira e aumenta consideravelmente o seu giro e o faturamento.

A inteligência emocional pode ser desenvolvida

Na escola, aprendemos as habilidades necessárias no mundo dos fatos. Mas não aprendemos a lidar com os desafios que enfrentamos no mundo dos fatos. O sistema escolar ainda está voltado para a inteligência “cognitiva”, baseada no raciocínio, na memória e no conhecimento, e visa desenvolver aptidões que são medidas pelo QI (quociente de inteligência).

Pesquisas mostram que sair-se bem na escola não significa forçosamente aprender a lidar com as exigências e desafios enfrentadas na vida. Igualmente necessário é desenvolver certas competências relacionadas à inteligência emocional, conhecida como IE, que é medida pelo QE (quociente emocional).

O nível de inteligência emocional não é determinado geneticamente, nem se desenvolve apenas na infância. Ao contrário do tipo cognitivo de inteligência, que não aumenta muito após a adolescência, tudo indica que podemos aprender e desenvolver a inteligência emocional durante a vida inteira.

Até recentemente, o QE não era levado em conta para avaliar as habilidades e competências de alguém. No entanto, parece que pessoas com um QE elevado saem-se bem na vida: são capazes de lidar com os problemas no mundo das emoções, têm respeito próprio, conseguem motivar a si mesmas e inspirar os outros, e tendem a exibir employeeship.

A inteligência emocional torna os indivíduos e as organizações mais aptos a lidar com emoções (como raiva, pessimismo e inveja), a minimizar conflitos, a transformar oponentes em aliados e a resolver problemas por meio de empatia e da compreensão das emoções alheias – aumentando a motivação e propiciando melhores resultados.

Claus Möller é o fundador e presidente da TMI - Time Manager International A/S. Artigo publicado na revista eletrônica dinamarquesa Life Management
 
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